24 de fevereiro de 2018

Mais um porquê...

Não queria que esse post fosse de forma alguma só sobre eu abandonar o blog de vez em quando (pra ser generosa), mas eu vou falar um pouquinho sobre isso. 
Eu tô naquela fase da vida (eu espero que seja realmente uma “aquela fase" regular pra todo mundo) que eu fico pensando se eu não vou me arrepender de absolutamente tudo que eu ainda não fiz, mas estou/quero fazendo/fazer, quando eu estiver com 50 anos e descobrir que eu na verdade era de exatas(e eu sei que ninguém é apenas isso ou aquilo, mas também deve ser difícil se dedicar a alguma coisa por tanto tempo e depois sentir que não valeu a pena, mesmo que tenha valido. E isso não aconteceu e nem sei se vai realmente. E é por isso que se chama pânico). De modo que eu acabo tentando me aliviar de dois jeitos:

1. Estudando e me esforçando pra mostrar pra mim mesma que eu tô certa no que eu escolhi, que “É isso mesmo, Thainara, tá vendo?". Aí depois, se eu der sorte, isso deve me ajudar no futuro também. 
Ou
2. Assistindo séries o dia inteiro e “Meu Deus! E se..." Gilmore Girls! “Vou acabar me frustran..." Friends! “Eu não vou conseg..." Glee! “Mas e quando eu..." Buffy! E assim vai...

Então, como vocês podem ver, nada de blog. Quando eu tô vulnerável demais assim, às vezes a interwebs só me deixa mais triggered. 
De qualquer forma, voltei.


*E o post de Lolita vai finalmente sair... Depois de amanhã!*

19 de janeiro de 2018

Eu só escrevo tragédia nesse site

e aí eu cansei. Cansei mesmo de a minha escrita depender da minha mediocridade. Cansei de achar criatividade apenas no lado mais escuro de mim mesma. Cansei de mostrar pra vocês que a vida é uma coisa só - trágica - e tentar enxergar beleza nessa tragicidade que existia somente na minha cabeça e da qual eu não precisava.
Ainda bem que nada é uma coisa só e o que eu produzo não tem que vir de um só lugar. Eu sou um monte e devia expelir um monte também. Sabe o que é? A gente acha a juventude um momento bom pra curtir a melancolia. E até é, mas não só. A melancolia é bonitinha, sabe. A melancolia é brilhante, fonte dos mais belos poemas românticos e das músicas mais efetivamente tocantes. Mas a paz mental é além disso. Não tem nem nome pra o que ela é ainda. E melhor nem ter, deixa ela ser a liberdade dessa prisão de palavras que a gente mesmo é.
Decidi que já que só tenho as palavras pra dançar comigo, vou levá-las pra uma balada pop de vez em quando. Esse ano eu quero tentar achar mais genialidade em Jane Austen que em Goethe (a comparação é absurda, mas mais absurdo ainda é a minha incessante implicância com os finais felizes). Eu nunca me dei a chance de me importar mais com o que é sorridente e talvez seja isso que esteja faltando. Também se não for, partiremos pra outra. Até isso acabar, acho que vou ter tentando um monte de coisa. Felizmente.

22 de dezembro de 2017

Dois mil e dezessete

Eu passei três meses sem saber pra onde ir, e por mais que tenha sido assustador, foi como se eu estivesse experimentando liberdade pela primeira vez. Daí eu me inscrevi no único curso que eu tinha capital pra fazer por cinco anos, e surtei como jamais havia surtado até o dia do resultado. Resultado dado, eu não poderia estar mais feliz e ansiosa, comprei roupas novas, material escolar novo e assisti vlog de faculdade até o dia 06 de março, finalmente, meu primeiro dia de aula. Os primeiros meses de faculdade foram incríveis como tinham que ser! Sempre ouvi que os anos universitários são os melhores anos da nossa vida, então estava feliz e excitada com toda e qualquer coisa sobre a universidade. As pessoas eram estranhas demais, diferentes demais e tristes demais, mas talvez fosse só uma primeira impressão distorcida na minha tola cabeça juvenil e pós-terceiranista. Só que os meses foram passando e a única coisa que mudava era minha animação. 

Relembrei Kiss from a rose do Seal (soundtrack do Batman, se não se lembra) e ela virou uma das minhas músicas do ano, mas a tristeza da faculdade me fez querer ouvir Damien Rice. Parecia estranho que eu não tivesse uma vida nem um pouquinho melhor do que aquelas pessoas e ainda assim, não quisesse chorar no ônibus, mas escutar Spring Awekening e imagina que sou uma estrela da Broadway. Gente que eu achava muito vibe Bette Davis se achava um lixo e isso me fazia desacreditar de todos os meus heróis. Evidentemente, como escrevi nesse post, eu sou facilmente influenciada pelo meu contexto e Kiss from a Rose foi quase estragada pra mim. Nunca fui de realmente sentir a tristeza nem nada, mas às vezes é bom (acabei descobrindo e redescobrindo uma montanha de coisas sobre mim). Tem um quote no filme Heathers que sempre foi um dos meus mantras, "If you were happy every day of your life, you wouldn't be a human being. You'd be a game show host". Só que estar triste o tempo todo não é tão tumblr quanto a Violet de AHS faz parecer. E aí eu bebi um monte porque tava na bad, escrevi só texto triste nesse blog, tive crises de pânico pela primeira vez, minha autoestima decidiu se divorciar de mim e esperei de todo meu coração e alma (se eu tiver uma) que isso fosse apenas um tempo de adaptação. 

Reassisti Capitu, reli A Bolsa Amarela e passei a pôr todos os maus e bons pensamentos no papel. Melhor pra fora do que pra dentro! Completei 18 e foram os dias mais terríveis e intensos da minha vida. De toda forma, foi um ano satisfatório academicamente. E isso pode parecer menor, mas é tão importante pra mim quanto estar bem. Li Lolita* e amei e odiei ao mesmo tempo! Tenho um quarto só meu agora e devo passar mais tempo à noite tentando superar os medos noturnos do que dormindo, mas tudo bem, porque é como se eu tivesse um lugar no mundo. Por causa de quatro paredes, exatamente. Fiz umas amizades esquisitas, mas bem boas. Gente que tinha uma infantilidade admirável, não porque eram imaturas, mas porque eram menos racionais a ponto de não exatamente temerem o que é arriscado. Gente inspiradora que me lembra o Jack Kerouac ou o Alexander Supertramp. Conheci uma galera legal por causa do blog também e isso foi o que me fez continuar com esse espacinho sem muita relevância para o mundo. Daí li o posfácio de Lolita e Meu Deus! Será que é tão especial pra mim quanto O Fantasma da Ópera? e Eu amo o Nabokov! mas depois Eu odeio o Nabokov! O caso é que conheci uns lugares incríveis em Caruaru e estou me esforçando a acreditar que qualquer lugar no mundo pode ser maravilhoso com uma boa companhia (de pessoas ou de Pessoa) e música boa. 

Meu ano foi meio amarelo Van Gogh, mas eu acho que gosto de amarelo.

E eu sobrevivi ao primeiro ano da universidade! Achei que não estivesse preparada para os 71 dias de férias, mas eu estava tão genuína e notavelmente alegre e cansada no último dia de aula que me ultimei a decidir que está na hora do natal. Que venham os especiais na televisão, Mariah Carey, os vlogmas, Dickens, panetone, O Estranho Mundo de Jack... E o último é até engraçado, porque esses onze meses e meio foram realmente a nightmare before christmas

2017 foi tão decepcionante, mas apesar de toda a frustração, me fez lembrar que o mundo é o único lugar onde eu posso ler um bom livro.

E então, enfim, 2018!

*Vai ter um post legal sobre Lolita que tá bem atrasado, mas vai ser realmente legal, eu juro!
By a Lady.... Tecnologia do Blogger.
Se Esse Mundo Fosse Meu... © , All Rights Reserved. BLOG DESIGN BY Sadaf F K.