31 de agosto de 2017

Um manifesto escrito absolutamente do jeito que me veio a cabeça (desculpem pelas palavras não-cultas rs)

Há dias que eu estava agoniada. Passava horas enrolando na cama até conseguir dormir, e quando conseguia, eram sempre sonhos aflitos. Levantava sem o menor ânimo de fazer coisa nenhuma e como sempre, com fome, mas sem realmente vontade de comer. Então não comia. Ia pra o quarto me trocar e reclamava que todas as minhas roupas estavam grandes demais. Fazia uma nota mental: Coma da próxima vez. Só que a próxima vez nunca chegava. Pra esconder minha insatisfação com a minha aparência, eu gastava alguns minutos me maquiando e jogando o cabelo de um lado pra o outro. Nada mudava muito, mas pelo menos eu não me sentia tão vulnerável. Ia pra a universidade, cansada, mas sem ter trabalhado um só minuto. Não aproveitava a aula, só pensava em mil coisas, principalmente em voltar pra casa. Voltava, cochilava um pouco, acordava assustada. Tinha um monte de coisa pra fazer. Às vezes fazia, às vezes tentava, às vezes nem isso. 

Essa última semana acordei irritada. Concluí que ia mudar esse hábito de viver horroroso. Ou melhor, viver não, passar os dias. 

Então comecei a comer mais. É difícil, mas de pouquinho em pouquinho, a gente sempre consegue (Ontem comi relativamente bem em todas refeições. Comi todas as refeições, o que já é incomum). Não usei maquiagem (até ano passado, eu nunca usava isso pra ir pra escola, por que que agora eu tenho que acordar mais cedo pra cumprir um troço que eu nem me importo realmente e que dá um trabalho do capeta pra tirar?). Alisei o cabelo só pra não ficar mexendo tanto (e porque estou com crise de garganta e prefiro não passar duas horas finalizando o cabelo e morrer depois). Tentei dormir antes das 3h da manhã (alguns sucessos, alguns fracassos). Li mais e passei a tentar prestar atenção na aula. Afinal, eu não pego quatro ônibus todos os dias pra perder minha tarde olhando pra o teto do lugar, né. E nem tive crise de ansiedade na época do Sisu pra cagar pro curso agora.

Enfim, a semana correu tranquilamente. Estava quase nem ai com o fato de as minhas calças estarem folgadas demais e quase nem ai pra a minha cara limpa até de protetor solar (porque eu infelizmente só me lembro de passar quando me maquio). Aí ontem (meio hoje, uma vez que eu ainda não dormi), depois de um dia quase inteiro na faculdade, eu saí da sala e me sentei no banco da frente do meu bloco. A vista não é lá aquelas coisas não, são umas árvores, uns prédios longes, um grande espaço vazio e um estacionamento. Apesar disso, eu gosto muito daquele lugar. 
Fiquei lá sozinha. Pensando em nada e sem querer mesmo pensar em nada. 
E meu coração foi parando de bater tão rápido e estava, de repente, tão tranquila que nem me lembrava mais de como era a sensação. Como eu não ia perder esse raro momento de sanidade 
mental, eu aproveitei pra me autoanalisar.

E ai, querida? Qual é a de ter quisto tanto estudar na UFPE e agora estar ai fora da sala?
Lembrei do Canadá. Senti o cheiro do incenso da minha homestay. Imaginei que as árvores secas pra as quais eu olhava, fossem os majestosos pinheiros que eu tanto queria ver desde Crepúsculo.

Falemos novamente sobre este que é um dos únicos bons exemplos que tenho pra dar desde que eu só nasci há 18 anos atrás.

Hoje fazem dois anos que eu passava meu primeiro dia (inteiro) lá. 

Eu sonhava real em ir pra aquele lugar. Não era só sair do Brasil, era ir pra o Canadá. Meu professor tinha ido e falava pra caralho do país. Eu me desanimava, pensava que nunca seria capaz. 
Fui capaz. De repente tava no avião pensando "Mano, minha vida é foda!" e quando pisei em terras canadenses, tudo que eu conseguia formular na minha cabeça era "Achei que fosse mais isso ou menos aquilo". Parecia que todo mundo tinha exagerado e que era só mais um lugar comum. Um lugar lindo, mas comum. 
E quer saber? Era mesmo. Era só mais um pedaço de terra, assim como a UFPE é só mais uma instituição federal, assim como meu corpo é só mais matéria ocupando lugar no espaço. 

Absolutamente nada vai ser relevante se você for uma ameba como eu fui nos primeiros dias do intercâmbio e como estive sendo essas últimas semanas. 

Idealizar as coisas é a pior merda que você pode fazer. Eu pensava que seria uma cheerleader popular no Canadá, que seria exatamente como em Glee ou nos blockbusters americanos. Mas não foi nada disso. Foi eu, sozinha, fudida de medo, tentando me acostumar a finalmente ser responsável por mim mesma, a finalmente ir sozinha pra os lugares e apreciar minha companhia. Quando eu estava deixando aquele país, me lembro de estar no carro da minha host family, escutando Hips don't lie da Shakira e muito triste. Não chorava por estar deixando o Canadá, por mais que eu tenha ficado deslumbrada por aquelas árvores vermelhas. Eu chorava porque sabia que sentiria falta de mim lá. De quem eu era, de como eu havia sido forçada a ser. Eu voltei pra minha casa e não demorou nem uma semana pra eu me acomodar de novo. E era por isso que eu tava triste.

2016 foi com certeza um dos anos mais confortáveis da minha vida. Eu amei o meu último ano da escola. No entanto, eu esperava que em 2017, com a entrada na universidade, eu fosse voltar a ser aquela pequena Joana D'Arc que eu era em 2015 (era isso que eu pensava enquanto dançava Mad World do Tears for fears na foto que ilustra esse post, que é não somente uma das minha fotos preferidas, como um dos meus momentos preferidos). E bem, não. Estamos quase no fim do ano (porque setembro é quase fim do ano pra mim rs), e eu só fiz me reclamar. 
Ai, esse ano tá horrível! E vai provavelmente continuar sendo difícil. Mas aqui eu deixo um manifesto, caro leitor! Vou tentar ser menos pessimista. Eu nunca fui simpatizante com isso mesmo. Então vou parar de bancar a existencialista e vou estudar, comer, dormir bem, passar protetor solar, usar menos maquiagem e fazer mais o que eu quero fazer. Eu duvido que eu volte a ser aquela menina independente até o último dia de dezembro, mas vai que daqui um ano, eu não volte pra dizer como estou me sentindo corajosa, como eu fiz nesse post aqui? 

Seja como for, essa é a minha dica muitíssimo relevante pra mim (talvez muitíssimo irrelevante pra você): Sua vida não é uma comédia romântica do John Hughes. A vida de ninguém é. 

Beijos, até mais.

And I find it kind of funny, I find it kind of sad
The dreams in wich I'm dying are the best I've ever had
I find it hard to tell you, 'cause I find it hard to take
When people run in circles it's a very very
Mad World!

*Eu amo essa música na versão original, porque eles performam sorrindo e dançando. A vida é uma merda, mas é ótimo viver. É engraçado e é triste. É exatamente como me sinto agora. No começo do ano, eu era a versão do Gary Jules, mas termino 2017 dançando sozinha como o Curt Smith.*

**Ah! Era pra ter tido post do 12 cartas em 12 meses, mas eu não consegui fazer do jeito que queria. Vai ser o próximo post, juro. Mas eu não podia deixar o dia 01 de Setembro sem fazer um desses escritos confusos e meio out of nowhere.**

27 de agosto de 2017

Hoje tudo o que me resta de você, são linhas emocionadas nas notas do meu celular

Você chega tão abruptamente. Você me vem sem motivo nenhum. 
Em qualquer lugar que eu estou, tenho que parar porque você desata a se expandir dentro de mim, sinto como se eu fosse explodir a qualquer momento. Então me afasto da conversa animada dos meus amigos e abro as notas do meu celular, e lá está você, escorrendo pelos meus dedos até que eu recupere o fôlego novamente.
Quando estou prestes a voltar o celular para o bolso, tenho uma vontade doida de falar contigo. Eu não consigo nem te olhar por mais de um segundo quando está na minha frente, mas eu sei que aquele aparelhinho na minha mão pode me levar até tu sem muita complicação. Quero mandar mensagem porque mesmo que você nem leia ou nem me responda, tu vai ver o meu nome apitando na tua tela, e vai pensar em mim como eu pensei em você. Mas recobro minha sanidade e devolvo o celular pra a o bolso de trás do meu jeans. Só que essa cena se repete o dia todo.
Se não são suas invasões violentas na minha cabeça, então alguém fala teu nome na rua (Pra quê um nome tão comum pra a pessoa menos ordinária que eu conheço?!). Ou eu vejo qualquer coisa na aula que me lembra alguma conversa nossa, alguma piadinha particular. E o meu celular pesa no meu bolso, quase se retorce. Parece até que a coisa toma vida e que vai acabar te mandando mensagem se eu mesma não arrumar coragem. E eu tento esquecer e até consigo por um momento. Fico muito feliz e cheia de esperanças de conseguir viver sem nenhum rastro teu me atormentando.
E ai meu celular toca e o meu coração volta a bater mais rápido que o Olodum. Eu sei que não é você e isso me enche de raiva. Quero fazer seu coração se descontrolar também.
Abro o WhatsApp. Rolo as conversas pra baixo até te encontrar. Sinto falta de quando você estava sempre no topo.
Você foi visto pela última vez às 18:45
Oi
Não, não. Apago. Escrevo de novo. Você fica online e saio do aplicativo desesperada.
Mas volto. Eu sempre volto.
Td bem ctg?
A internet cai. O universo está a meu favor hoje. Desisto.
No fim do dia, cansada, desligo o celular antes que eu passe a madrugada toda relendo nossas conversas e o guardo na gaveta (Guardo também meu sorriso já automatizado e a eu que inventei pra proteger a que está caindo aos pedaços). Eu nem preciso reler nada, porque me lembro de absolutamente tudo que nós dissemos e às vezes, eu até acho que imagino também. Passo um tempo fantasiando o que eu deveria ter te dito e o que eu gostaria de receber de você. Dá uma fome danada do que a gente tinha e eu só quero pegar o celular de novo, pra ver pelo menos tua foto, sei lá. Ele faz barulho na gaveta, se mexe, parece que está forçando a barreira com toda força pra que eu não resista. Juro que não preciso dele, que tenho que me recuperar de tu primeiro.
Ele me faz mal, então deixa ele ai.
Mas quando acordo, de ressaca de você, não consigo deixar aquela merda em casa. Volta pro bolso.
Vai que tem uma emergência.

*Preciso escrever o post do 12 cartas em 12 meses, mas parece que tenho tudo e nada pra dizer ao mesmo tempo. Até eu achar um jeito de """organizar""" o que eu quero pra o texto, fiquem com essa minha divagação meio esquisita pós-aula de Comunicação e Culturas Populares.*

21 de agosto de 2017

As Lições de Katherine Watson

"— Arte só é arte até as pessoas certas dizerem que é.

— E quem são essas pessoas?" 
Eu não costumava questionar isso. O que é arte, digo. Mas hoje, depois de uma reflexão da minha amiga na faculdade, eu passei boa parte da noite pensando sobre o assunto. 

Nosso professor de História da Arte exigiu que nós apresentássemos alguma arte nossa no fim desse semestre, já que estaríamos estudando com os alunos de Design. Eu gosto de arte, mas não acho que sou muito boa em fazer a minha própria. Fiquei com medo. Ela, como aluna de Design, me disse "Nós somos designers em formação, não artistas", e isso ficou na minha cabeça. Um semestre atrás, eu decidi que não queria fazer Design, que não me daria bem porque não achava que queria fazer arte, achava que queria falar sobre ela. Ai vem minha amiga e me joga isso.
Voltei pra casa e decidi ver o filme que tanto me falavam, mas que eu sempre procrastinava pra ver. E graças aos deuses eu fiz isso, ótimo timing! Depois dessa pequena historinha sobre como eu decidi ver esse filme, vamos ao post!

Então temos a Julia Roberts interpretando a brilhante professora de História da Arte, Katherine Watson. Não é única estrela de Hollywood nesse filme de 2003 dirigido pelo maravilhoso Mike Newell, há também a Kirsten Dunst, a Maggie Gyllenhaal, a Ginnifer Goodwin e a Topher Grace. Numa sinopse bem simplificada, a Srta. Watson aceita um trabalho na conservadora Universidade de Wellesley para mulheres afim de tentar fazer com que as alunas, que almejam apenas o casamento, comecem a pensar por si mesmas e fazer suas próprias histórias. Óbvio que nem os diretores da Universidade e nem as estudantes sabem disso. Sendo assim, entre meados dos anos 1953 e 1954, a professora causa uma tremenda bagunça na cabeça e na vida das universitárias (Acho que estou ficando melhor nisso, nas sinopses, quero dizer).

Aqui vai mais uma pequena curiosidade sobre a minha vida que se relaciona bem com o filme. Katherine Watson não é casada. Minha professora de matemática do Ensino Médio também não. O fato de Katherine não ser casada, trazia um monte de questionamentos e medos pra as mocinhas da Universidade de Wellesley. Assim como, por incrível que pareça, o "solteirismo" da minha professora, trazia pra as meninas da minha escola até o ano passado e com toda certeza, continua trazendo. Trazia até a mim. Eu nunca quis me casar, e ainda não quero. Quando eu era mais nova, sempre dizia que nunca me casaria, que era independente demais pra isso. Depois, comecei a pensar que não esperaria pelo casamento, mas que se acontecesse, tudo bem, desde que eu tivesse certeza do que queria. Eu não pensava exatamente no acontecimento, mas esperava ter pelo menos a oportunidade de responder a um cara. 

Quando conheci a professora de matemática, fiquei com medo. Ela disse que nunca namorou e nem nada, mas que não sentia falta. As minhas colegas ficavam muitíssimo espantadas, tentavam juntá-la com qualquer professor não casado. "Você mete medo nos meninos, Thainara, vai acabar que nem a professora". Eu sempre respondia com todo orgulho que não me importava, mas eu me importava sim.

"Nem todos os que vagam são sem rumo"

Minhas amigas começaram a namorar. Nós fazíamos festas do pijama e não assistíamos mais filmes de terror, nós pintávamos as unhas e falávamos sobre como elas queriam se casar com os namorados e terem filhos. Como elas pensavam na universidade e nos ansiados trabalhos considerando os futuros maridos primeiro. Fui perguntar a dois desses "futuros maridos" se eles esperavam se casar com elas. Eles riram e disseram que isso estava muito longe ainda. Forcei um pouco mais. Um disse que não, outro disse que não pensava em casamento, que era novo demais pra isso.

O quão assustador é que as meninas de 2016 se pareçam tanto com as de 1950? O quão assustador é que os meninos não pensem em casamento primeiro (e às vezes nem segundo), enquanto isso é óbvio pra a maioria das meninas?

Katherine pergunta em um momento do filme, como os artistas retrarão elas, as meninas dos anos 50, em alguns anos. "As garotas que conseguem passar as camisas dos maridos enquanto estudam ao mesmo tempo"? E como será que nós meninas do Séc. XXI seremos retratadas em alguns anos? "As garotas que conseguem sonhar em ser esposas e militarem em causas feministas ao mesmo tempo"?

"O contexto de onde vemos, afeta o modo como vemos"

Como feminista, gosto de pensar um pouco mais nas nossas opressões invisíveis que naquelas que temos um monte de mulheres incríveis tentando mudar. Gosto de problematizar o que nós consumimos, o lugar que nós ocupamos, o que estamos quase fadadas a pensar. "Família certa, arte certa, pensar certo". É importante que se pense em violências mais visíveis, mas as simbólicas não são menos legítimas. Um filme, um best-seller, uma canção podem sim nos escravizar mais ainda. Arte é um modo de "libertação", mas pode nos aprisionar ao mesmo tempo. A Disney, se é que você considera os seus produtos como arte, está ai pra nos ensinar a pensar desde pequenas que todo relacionamento deve nos levar a uma conclusão oficial. Que os homens babacas podem mudar se formos perseverantes. Que nosso final feliz depende mais deles do que de nós mesmas. Que final feliz tem a ver com o amor que recebemos e não com o que temos por nós. Pois bem, Katherine diz que não. E eu acho que um monte de meninas precisam ouvir isso.

Não existe um papel para o qual nós nascemos. Nós nascemos pra viver e pronto. Precisamos parar de pensar que nós devemos ser isso ou aquilo. Sendo "isso" ser bem-sucedidas nos relacionamentos e "aquilo" bem-sucedidas no que devemos fazer profissionalmente. A gente não deve nada. Aliás, até devemos sim. Como a Srta. Watson recomendaria, devemos ser subversivas, questionadoras e acima de tudo, devemos achar nossas próprias verdades. Ou não. Não conseguimos nem definir o que é arte, imagine verdade! 

"O horizonte é uma linha imaginária que recua quando você se aproxima" 

Como última lição, Katherine me ensinou a desapegar. Isso é outra coisa que nos segura violenta e fortemente. Não deixamos o que nos faz mal ou o que apenas não faz mais sentido ir. A gente sempre acha que vai se arrepender ou que não somos suficientes pra nós mesmas, pra encontrarmos outra coisa ou pessoa que nos faça melhor. Infelizmente esse é um medo que ainda me perseguirá por um tempo, mas enquanto estou inspirada por esse filme, prefiro pensar que a partir de hoje eu vou ser mais "livre". Pelo menos eu vou tentar. 

Pra vocês, minha lição é: Assistam a O Sorriso de Mona Lisa!
Esse filme não é aclamado pela crítica e nem nada e contabiliza uma nota bem ruinzinha no Rotten Tomatoes. Tem sim alguns erros cinematográficos e talvez o roteiro pudesse ter sido melhor. Mas eu não consegui não me apaixonar pelo filme e pela Katherine, e quando uma obra me faz ficar encarando o teto por meia hora, ela merece meu total respeito. O que eu admiro nesse filme são os porquês que ele deixa pelo caminho, apesar de muitos críticos odiarem a ausência de respostas. Como Millôr Fernandes (um dramaturgo, jornalista e humorista brasileiro) fala maravilhosamente: Porquê? é filosofia. Porque é pretensão.

9 de agosto de 2017

Diário de Leitura 002 & Assistidos Recentemente 003 (Juntos sim, porque se juntos já causam...)

Olá pessoas! Faz muito tempo que eu não faço post de lidos e nem assistidos, mas esse mês decidi fazer. Acho que por estar de férias no mês passado, eu acabei tendo mais o que consumir do que quando eu acordo de onze da manhã, vou pra faculdade, volto às 19h e durmo até a madrugada, onde eu revejo Gilmore Girls ou escuto músicas antigas. Infelizmente, esse tempo está chegando de novo. Pra alguns de vocês e pra alguns dos meus amigos já chegou e eu tô meio triste, porque parece que não aproveitei muito. Eu sempre penso assim, não importa o que eu faça. Mas enfim, espero que esse semestre seja melhor do que o anterior. Eu ia até pegar umas eletivas, mas do jeito que tá foda pra se adaptar só com as aulas normais e o grupo de estudos, imagine se eu pegasse mais matérias! Vou esperar esse ano acabar e ver se 2018 vai ser mais de boas. Espero que sim!

Manifesto do Partido Comunista e A Dama das Camélias

Eu li o Manifesto no início do mês, assim que ele chegou da Amazon. É um ótimo livro, mas acho que devo mais à edição que escolhi, que é a 3° da Edipro. Tem não somente o Manifesto, que é bem curtinho, mas documentos históricos, prefácios escritos pelos autores para as edições russas, polonesas, alemãs e italianas de 1848 à 1892 e ainda os estatutos das ligas comunistas. É um livro interessantíssimo que agrada não somente os interessados em entender o marxismo, mas os interessados em História em geral. Como os próprios Marx e Engels falam em um dos prefácios, esse não é um livro pra ser idolatrado, mas é destinado aos proletários do século XIX, sendo assim, nem tudo vai ser atual e muito do que é desatualizado, pode ser adaptado às diversas esferas contextuais de cada leitor. Mas ainda assim, é impressionante como o livro pode ser bastante atemporal e se aplicar a realidades bem diferentes da europeia. Recomendo muito! 
Eu comprei A Dama das Camélias na Amazon Day por três motivos. Primeiro porque eu sou LOUCAMENTE APAIXONADA por Alexandre Dumas (o pai) e nunca na minha vida, li um romance francês que não se tornasse um favorito. Depois, A Dama das Camélias foi o que inspirou Alencar a escrever Lucíola, que é um dos meus favoritos nacionais e uma grande surpresa (junto com Senhora), porque eu não gosto da escrita do Alencar. Então eu precisava conhecer Dumas (o filho)! A edição é da Martin Claret, que eu não curto muito, mas essa veio muito boa, tenho que admitir. A diagramação é muito agradável, apesar das folhas brancas, e a capa é uma gracinha. Li em um dia porque não é possível fazer outra coisa quando se começa a ler esse livro. Sempre que eu leio alguma coisa de um dos Dumas, é como se eu tivesse voltado à infância novamente! É tão confortável que parece que o livro é o meu edredom hahaha Sério, leiam esses dois! 

Homem-Aranha: De volta ao lar; XX e Uma Beleza Fantástica

Fazia muuuuito tempo que eu não ia ao cinema! A última vez, tinha sido em fevereiro ou janeiro, pra ver Moana. Mas enfim, esse mês passado eu fui ver o Homem-Aranha. Eu não sou fã de heróis, mas gosto muito dos filmes do Peter e do Batman, então fui ver com as minhas irmãs e prima. Me surpreendi com o tanto que gostei do filme! É muito engraçado e criativo! Sem falar das diversas referências aos meus filmes preferidos, entre eles, Mean Girls. 92% no Rotten Tomatoes! (Esse é o único que não tem na Netflix)
Eu tenho uma tradição com minhas amigas e irmã, de que sempre que formos dormir juntas, temos que ver um filme de terror. Esse mês, foi XX, na Netflix. É realmente muito bom! É dividido em quatro contos de horror, uns mais psicológicos e outros mais trashs, o que ganhou meu coração! Vale muito a pena. 72% no Rotten Tomatoes!
Eu assisti a Uma Beleza Fantástica ontem. Eu tava bem à procura de um desses romancezinhos leves que inspiram e emocionam, mas não muito. E bem, ai estava essa produção do Simon Aboud que, não por acaso, lembra muitíssimo O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. É bom, mas além de me parecer uma imitação muito falha, não tem muita coesão nem nada. É meio estranho, mas não como filmes que se propõem a ser estranhos (tais como Heathers, Donnie Darko), mas como se a estória tivesse se perdido no meio da coisa toda. Mas repito, é bom. 71% no Rotten Tomatoes.
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