23 de julho de 2016

A Noiva Fantasma de Yangsze Choo

"Título Original: The Ghost Bride
Autora: Yangsze Choo 
Páginas: 360
Editora: DarkSide Books
Gênero: Fantasia, Ficção, Terror

Sinopse: 'Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma...' 1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.

A odisseia de Li Lan a mantém à beira da morte terrena e prende o leitor às páginas. 
- New York Journal of Books"


Li Lan está na idade de casar, mas a falência econômica e a tragédia que assola a sua família, faz com que a menina não alimente nenhuma expectativa para um casamento. Esse livro se passa na cidade de Malaca de 1893 na China, e aborda muito a cultura das antigas comunidades chinesas, e uma das tradições dessa cultura, era o casamento fantasma, onde uma menina na idade de se casar, era desposada por um noivo que já estava morto. Li Lan então recebe uma proposta desse tipo de casamento de uma família muito rica, a família Lim. A menina recusa a proposta imediatamente, mas por estar passando por um período de crise muito grande na sua família e por ver o seu pai passando por dificuldades e até temer pelo seu próprio futuro, a proposta de casamento começa a atormentar Li Lan. E como se não bastasse, o pretendente fantasma resolve ajudá-la a perder o juízo assombrando-a em seus sonhos quase todas as noites. Desesperada para se livrar desses pesadelos, a jovem vai em busca de uma médium que lhe dá uma solução arriscada para fugir da assombração. E é ai que Li Lan se mete na maior enrascada da sua vida. Quer dizer...
Esse livro é simplesmente fantástico! Um dos melhores livros que li esse ano, com certeza!
O livro é narrado em primeira pessoa, o que me fez me apegar muito a Li Lan e às vezes entendê-la, às vezes odiá-la, mas com certeza sentir uma empatia danada por ela. Em primeiro lugar, Li Lan e sua família estão passando por maus bocados. Depois da morte da sua mãe, o pai de Li Lan perde o interesse pelos negócios e se torna um velho ranzinza viciado em ópio, o que atola a família numa recessão econômica dos diabos. Depois, a menina está na idade de casar, mas não tem nem dinheiro pra pagar o seu dote e nem a mínima perspectiva, ela vive apenas
acompanhada pela a sua adorada Amah(que é uma espécie de governanta ou cuidadora), responsável pela sua educação e muitíssimo supersticiosa. 
O caso é que Li Lan recebe essa proposta de casamento de uma família muito importante e rica de Malaca, mas para a menina e sua Amah, é absurdo que ela cogite em se casar com um homem morto. Sendo assim, ela é convidada para uma visita na casa da família Lim e acha que é meio que um pedido de desculpas pela proposta no sense, então ela vai. Lá, ela conhece o primo desse pretendente fantasma, Tian Bai, por quem ela se apaixona e deseja casar. Mas o tal pretendente morto, Lim Tian Ching, não é de dar o braço a torcer e quer casar-se com a menina Li Lan de qualquer jeito, por isso, o espírito decide atormentá-la todas as noites em seus sonhos, o que faz com que a estória aconteça.

Nas primeiras páginas do livro, eu fiquei me perguntando como aquela estorinha poderia durar por mais de 300 páginas e eu descobri isso na segunda parte do livro. Sim, o livro é dividido em 4 partes: Malaia - 1893, O Além, A Planície dos Mortos e Malaca, na primeira parte, eu poderia dizer que o cenário e o objetivo da estória nos é apresentado. Na segunda e terceira parte, temos a aventura e a ação e tudo mais de interessante e na última parte vemos o surpreendente desfecho. Eu amei todas as partes, mas confesso que você tem de ter uma fora de vontade para passar das primeiras páginas, pois parece que a estória vai ser bem menos do que ela realmente é. Se depois da segunda parte, você ainda estiver meio bleh com a leitura, então eu não sei o que te dizer. Comigo, bastou passar apenas pelas primeiras páginas pra me empolgar loucamente.
Sobre os personagens, eu os achei completamente bem escritos e podia imaginar cada um perfeitamente na minha cabeça. Além da Li Lan, eu me apaixonei perdidamente pela Amah e pelo Er Lang, personagem que vamos ver na segunda parte, se não me engano. Li Lan é esperta e totalmente diferente daquelas donzelas do século 19 que costumam ser escritas nos dias atuais, ela é inteligente e não brinca em serviço. Amah é o sinônimo de lealdade e eu amo a forma como ela é toda religiosa sem ser irritante, me lembra algumas pessoas da minha própria família. Er Lang é muito bom! Ele é de longe, o personagem mais divertido do livro e ele irrita a Li Lan de uma forma que surpreendentemente não me irritou. Uma das coisas que me faz odiar um livro, é esse negócio clichê de ter aquele cara que irrita a mocinha o tempo todo e ela odeia ele por motivos que eu não entendo e morre de crush nele, mas não pode se entregar à paixão porque ele é muito irritante e tudo mais. Não. Com Er Lang isso não acontece, ele é meio escrachado pra a época e não tem papas na língua, é todo enigmático e misterioso, mas não é como se a Li Lan o odiasse por isso, ela simplesmente não é uma das maiores entusiastas do senso de humor do Er Lang.E tem uma parte do livro, que eu não posso dizer qual é porque seria um huge spoiler, que ele fala uma coisa que me faz rir muito e que mostra o quanto a estória pode ser tudo, menos clichê.
Tian Bai é ok, eu diria. Não tem nada de muito incrível no personagem. Por exemplo, Li Lan é esperta, Amah é leal, Er Lang é divertido e até Lim Tian Ching tem seus pontos de personalidade, mas sobre Tian Bai eu não consigo pensar em nada. Mas isso não perturbou minha leitura de forma nenhuma, e talvez você entenda porquê quando ler o livro. Ou talvez você entenda mais a personalidade de Tian Bai do que eu, vai saber.

A escrita da Yangsze Choo é maravilhosa e flui muito bem e uma coisa que dá gosto de continuar a leitura, é com certeza a diagramação mais que fantástica da DarkSide Books que é uma das minhas editoras preferidas, justamente por fazerem as melhores capas duras do mercado editorial. Além disso, no fim do livro, há alguma páginas explicando os nomes dos personagens e explicando algumas coisas sobre as comunidades da China continental de 1800, e até algumas páginas dedicadas à criação de seus próprios origamis, o que eu achei fabuloso.
Olha, o tanto de elogio que eu dei pra esse livro, até me assusta, viu. 
Enfim, super recomendo essa leitura se você gosta de fantasia e romance, ou se interessa-se pelo universo oriental ou histórico. É uma leitura divertidíssima  que tira teu fôlego num momento, te faz rir em outros e torcer pela protagonista como se você conhecesse ela. E o final, você tem que ler pra crer.

"Uma tristeza inexprimível me encobria. 
Eu desejava nunca ter visto seu rosto, 
mas ele estava gravado em minhas retinas."

Nota: ★★

20 de julho de 2016

A música que...





















 E ai?
 Eu andei pensando muito em como voltar para o blog. Eu tinha que fazer um post bonitinho, porque eu gosto de fazer gênero nas minhas entradas e saídas, essa é a verdade. Mas passado o texto com fotinho de Instagram, eu precisava pensar em um primeiro post que me enchesse de alegria em escrever. Dai pensei em um daqueles textos doidos que eu costumava escrever aqui ou até mesmo sobre algum assunto importante, mas resolvi deixar o texto sobre o assunto importante pra depois. Talvez sábado ou até sexta, mas hoje eu estava precisando fazer um post legal, mas sem toda uma carga emocional exigida de mim. Um Tag então! Mas acho que me enganei rudemente por achar que uma tag musical não bagunçaria minha mente. Música sempre me bagunça.



1. A música que me faz rir


 Não sei se vocês sabem, mas eu sou a louca desses musicais antigos e até gosto dos novos também, mas gente, filme musical antigo é uma paixão que eu não sei explicar! Essa música além de divertidíssima, me lembra de um momento maravilhoso da minha vida, que foi quando eu fiz aula de teatro no Canadá e nós apresentamos um show com várias partes de Rocky Horror Picture Show, que é um dos meus musicais preferidos eveeer! E a performance do Tim Curry nessa música e no filme todo é tipo WOW! 
Aliás, eu estou freaking out pelo RHPS Live que vai lançar esse ano!
2. A música que me motiva

  Eu sou louca por essa música e eu amo essa mulher! Toda vez que eu tô meio bleh e acho que meu cabelo tá meio super weird ou não gosto de nada no guarda-roupa ou estou meio triste comigo mesma ou até quando estou com raiva de alguma merda proveniente da sociedade patriarcal, eu automaticamente começo a cantar essa música.
3. A música que me lembra alguém que eu amo

 Essa música é muito importante pra mim e nessa performance especialmente. Isso me faz lembrar de todas as mulheres que estão na mesma situação que eu ou infelizmente até pior, e isto me enche de um sentimento de sororidade incrível. Então, as pessoas que eu amo, nesse caso, são as mulheres e o sentimento de irmandade que tenho com todas elas.
4. A música que eu gostaria de ter escrito

 Eu amo essa música! Quase tudo que eu queria dizer aos Bolsominions! haha
5. A música que me lembra a infância

 Eu assisti essa minissérie quando eu tinha 7 anos e ela mudou a minha vida e marcou momentos incríveis. Faust é minha música preferida de todos os tempos.                
6. A música que eu gosto da letra

 Eu amo o Fantasma da Ópera, mas não sou a maior fã dessa adaptação de 2004, contudo, eu acho essa música uma ótima tradução de como eu vejo Erik. Que é basicamente no corpo de Charles Dance que foi o melhor fantasma do cinema. Inclusive, sou fui ver Como eu era antes de você por causa dele.
7. A música da qual eu gosto de acordar

  Eu normalmente não ouço música quando eu acordo, mas de vez em quando, eu acordo com o som da Paramount Soundtracks tocando na sala, e eles sempre tocam essa música, e como eu me acordo cedo geralmente para ir pra escola, e essa música é trilha sonora de O Clube dos 5 que se passa na escola, eu fico meio inspirada. Se bem que quando eu estava no Canadá, eu ouvia Point of no Return antes de ir pra escola, não me pergunte porquê, mas eu não quis colocar outra música do Fantasma da Ópera.
8. A música que me lembra a minha adolescência

  Eu ia colocar O Fantasma da Ópera de novo nessa, mas me contive. Como eu ainda estou na adolescência e como eu amo musicais e isso me define muito, eu resolvi colocar uma música de um musical sobre adolescência que eu amo e que no começo desse ano, eu só ouvia ele.
9. A música que me lembra minha melhor amiga

  Uma delas ama KPop. Eu não sei nada de KPop, então coloquei essa que eu acho legal.
  E outra ama Michael Jackson, assim como eu. A gente tava comentando desse vídeo do Pentatonix esses dias, que inclusive eu amo, então decidi colocar esse.
10. A música que me faz chorar
A música que me quase chorar foi Faust, que coloquei acima no item 5. Então não achei que devesse colocar de novo.
11. A música que eu adoro cantar

  Eu amo cantar todas as músicas que eu conheço haha Mas se tem uma que eu sempre tô cantando e imitando as vozes, é essa do musical Les Mis. Eu já apresentei ela também no Canadá, então ela é outra que me faz lembrar coisas boas e dar muita risada. Ah! Tem as músicas da Inês Brasil também, que eu sempre tô cantando.
12. A música que marcou um momento da minha vida

  Trilha sonora de outra minissérie que mudou a minha vida. Me lembro que quando eu era criança, eu só cantava essa música ou a ouvia em momentos especiais, eu dizia que era uma música "sagrada" hahaha
13. A música que você dançaria agora

Essa música não sai da minha cabeça há décadas e não vai sair nem tão cedo, já que eu tô ensaiando pra apresentar ela na gincana da escola!

Essa foi a tag, espero que vocês tenham curtido! Eu pelo menos curti fazer haha Mesmo que eu tenha um gosto musical meio estranho e eu seja totalmente difícil pra especificar músicas em certos quesitos, eu acho que deu certo. Vou querer mudar algum item depois? Provavelmente. Mas por enquanto é isso. 
Até o próximo post! ;)

18 de julho de 2016

Se esse mundo fosse meu, eu nunca desistiria

Comecei esse blog porque eu precisava desabafar. Tenho muitos amigos e sou realmente muito grata por isso, mesmo sem saber se deveria ser grata por participar das relações sociais como qualquer outro ser humano. Mas não havia ninguém pra ouvir minhas besteiras, minhas filosofias, minhas divagações sem rumo e sentido... Na verdade, até tinham. Mas você sabe, ninguém é obrigado a me ouvir falando o tempo todo. Sim, eu queria falar o tempo todo.
Escrever nas notas do meu celular não tinha mais graça, passei a perceber que as minhas palavras se perdiam sem um destinatário. Eu era um poço de palavras. Um poço bem fundo... 
E então eu encontrei essa plataforma incrível e isso mudou a minha vida por um tempo. Conheci gente nova e maravilhosa, conheci estilos musicais que hoje são os meus preferidos, defini meu gosto por moda e consegui largar aqui tudo o que me vinha à cabeça sem medo. Mas o mais importante, cheguei à um passo de encontrar uma garota que vivia se escondendo de mim. Thainara, quem eu sou hoje. 
Mas a minha vida mudou drástica e felizmente, e este lugarzinho que eu tanto amava, foi se tornando menor e de repente, eu já quase nem lembrava dele. Mas nunca esqueci realmente e acabei até me lamentando por ter desistido disso aqui. Um erro. Não deveria ter me lamentado nunca. Aquele era o meu tempo de transição e eu precisava aproveitar cada minuto. Foi quando meu poço secou, pra dar entrada à um novo vocabulário, este que uso atualmente. Não sei se terei olhos pra lê-lo e muito menos se terei os mesmo olhos de antigamente. Não importa, façamos tudo de novo.
Não desisti do blog, eu apenas o guardei.
Esta é a hora de libertá-lo novamente.

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