23 de dezembro de 2016

As mais inspiradoras páginas de 2016

E ai?
Nem vou me desculpar por ter sumido novamente no período do Halloween. É uma maldição, só pode ser. De qualquer forma, já que mal não causou, deixemos por isso mesmo.
E então galerou, 2016 foi um daqueles anos. Quando os fogos começarem, você estará agradecendo por ter sobrevivido. Sem falar de todo o lixo político e emocional que a maioria de nós enfrentamos nesses dias de terror e glória, conversemos sobre algo menos polêmico mas não menos importante: Literatura. Hello literature, my old friend.
Aqui vão os melhores livros de 2016 em minha pretensiosa opinião.

Jane Eyre foi com certeza uma das maiores não surpresas da minha vida haha Sem contar que também foi um dos melhores romances que eu tive a oportunidade de ler. Então aqui vai uma indicação se você é emo gótico amante de Simple Plan ou Blink-182 e que quer ler um clássico obscuro que não seja Drácula de Bram Stoker ou o famigerado O Morro dos ventos uivantes da outra irmã dark. Guess what? A irmã Charlotte também gostava de escuro e sabia brincar, ela escreveu simplesmente o melhor romance mocinha gótica e mocinho esquisito de todos os tempos e você não faz ideia do que está perdendo. Tudo bem que esse livro foi escrito na era vitoriana e isso assusta, mas eu juro que a leitura não é difícil e assim que você terminá-la em uma sentada ou duas, eu sugiro que assista a melhor minissérie da BBC.
E aqui sim vai uma surpresa! Eu nunca pensei que esse livro fosse ser tão incrível quanto foi, mas a menina Wierzchowski arrebatou o meu coração com essa escrita confusa e poética que só ela tem, apesar de não ter sido escrito na era vitoriana. Eu não consigo nem explicar sobre o que o livro é. Eu suponho que seja sobre amor. Você encontra um monte de diferentes tipos de relacionamento dentro dessas páginas e cada um é amorosamente complicado de um jeito. Se isso e o fato de esta ser a mesma mulher que escreveu A casa das sete mulheres não te convence, aqui vai um bônus: Diversidade e questões sociais estão super presentes no livro e do mesmo jeito que representatividade importa, também importa que você dê uma chance aos maravilhosos talentos do nosso país. Isso soou piegas. Mas é sério.
Esse ano eu me dediquei muito ao estudo de História, que é a minha matéria preferida, porque eu queria muito aproveitar as últimas aulas que eu teria no ensino médio, então eu passei a ler um monte de livro histórico que eu fui encontrando, e esse definitivamente foi o melhor deles. Depois que eu li esse livro em uma sentada, eu já estava tão inspirada que eu precisava escrever em algum lugar sobre aquilo e quando isso acontece é porque a leitura conquistou meu coração exigente de ariana. Enfim, esse livro se passa no pós-guerra e é basicamente todo escrito em cartas que são enviadas para ou por essa incrível personagem chamada Juliet Ashton, autora de uma série cômica de jornal sobre a atual situação política de Londres. Só o fato de a própria escritora do livro já ser histórica torna a leitura uma experiência e tanto.

Além dessas leituras, eu também gostei muito de Lola e o garota da casa ao lado, Um caso perdido e A noiva fantasma, mas sobre os dois primeiros eu não tinha muito o que falar e sobre o último eu já falei. Ah!!! Antes que me esqueça, quem estará participando da Maratona do Desespero? Isso mesmo, eu. Vejo se posto TBR, mas não estou com muito crédito pra prometer nada anyway. 
Como foi o ano literário de vocês?
Eu juro que não ia esquecer que amanhã é natal! Boas festas, pessoal c;

20 de outubro de 2016

Sobrevivendo ao Halloween, à recessão econômica e à adolescência


E ai?
Hoje eu realmente decidi que deveria parar de procrastinar com as coisas mais simples. Como vim postar aqui. E quer dizer, não me levem a mal, porque eu sinceramente andei pensando no blog, escrevi alguns posts e etc... Eu odiei todos eles (os posts, digo), mas a intenção é o que conta, huh? Além disso, eu sou uma adolescente de 17 anos, eu estou totalmente permitida a ser insegura e odiar meus trabalhos, é meio assim que você se torna uma Lygia Fagundes Telles. Mas esquecendo o quão pretensiosa eu acabei de ser, vamos falar sobre a minha vida agora, que tal? Eu estou no terceiro ano do Ensino Médio, quase acabando a escola, não estudei para o ENEM, não tenho dinheiro para pagar a faculdade mas estou dando centenas para uma festa de um dia só (a famigerada formatura) e além de tudo isso, meio que estou entrando em parafuso com a minha fantasia de Halloween. Como uma garota do terceiro ano deve ser, não?
Vamos por partes. Não, melhor: Vamos falar sobre só uma parte hoje (assim eu tenho mais ideias do que postar).
Fantasia de Halloween. Eu tenho quase certeza de que a Noiva Cadáver é uma ótima personagem para mim. Quero dizer, eu meio que sou fascinada por ela desde que os meus dentes da frente estavam nascendo. O caso é que como eu devo ter citado anteriormente, eu sou uma vitima do capitalismo neoliberal e isso faz com que eu não possa pegar duzentos reais em um vestido de noiva detonado, de modo que eu devo me tornar a Emily por meio das minhas próprias façanhas. Como uma pessoa sem a menor coordenação motora ou talentos manuais vai fazer isso? É o que vamos ver pessoal. De toda forma, ai vão algumas ideias que talvez ajudem você fã da Emily também:



Esse vídeo da Victória Ferreira do Amante de Rímel foi o que me animou com toda a coisa de não ter muito dinheiro pra uma boa fantasia. Eu não sei vocês, mas eu achei a sutileza do outfit dela maravilhosa! Eu meio que estou tentando deixar minha roupa mais parecida com uma noiva do que isso e como eu sou meio emo gótica das trevas (not really), eu não tenho nenhuma roupa branca ou sapato fofinho, de modo que tive de pedir emprestado às minhas amigas normais a maioria das coisas. Fora o que eu peguei emprestado, eu pensei em improvisar mais umas coisas, do tipo o véu, uma gargantilha de espinhos (porque isso me lembra gente morta, sei lá), cílios postiços peculiares e luvas de ossos. Todas essas ideias foram roubadas desse vídeo aqui do canal da xoJahtna:


As ideias são incríveis, huh?
De qualquer forma, o post vai ser bem rapidinho desse jeito mesmo, porque eu venho depois para mostrar como tudo finalmente se deu, espero que muito bem!
Nossa, saudades de postar... Até a próxima!

23 de setembro de 2016

Um mútuo adeus

Estávamos lá. Ambas, eu e ela. Ela me olhou com aqueles olhos grandes, tão grandes como a Rússia. Ainda maiores, eu diria. Os olhos dela eram do tamanho da ambição imperialista estadunidense. Olhos que guardavam coisas que eu nunca havia imaginado. Coisas tão simples, mas que me fariam quebrar aos pedaços.
Eu devolvia o olhar, mesmo que excitada demais para pensar com sensatez. Meus olhos não engoliam ela, como aqueles imensos buracos negros faziam comigo. Eu apenas tentava alcança-la por mais na superfície que fosse. Queria que aquilo se tornasse conclusivo. Quase imutável. Mas não era.
Nos filmes que havia assistido até então, tudo era mais fácil. Amigas não brigavam por simples olhares. Amigas não guardavam ressentimentos por causa de um jeito de falar.
O plot era simples, como devia ser na nossa vida. Talvez as amigas gostassem do mesmo cara. Talvez uma das amigas tivesse traído a outra em um momento inconsequente. Nada do que havia na minha frente.
O que eu via era uma menina que eu acordei em amar. É assim que se faz, você sabe. Eu a amo, e ela retribui, e daí temos tudo que uma relação de amor mútuo nos oferece. Nada deveria acabar com isso, a não ser algo grande, como ela me trair ou eu gostar do namorado dela. Mas as coisas não funcionam assim. As coisas acabam terrível e simplesmente.
Passamos a nos estranhar em tão pouco tempo. Ah, que droga essas relações humanas! O que precisávamos mais? Tínhamos a mesma idade, os mesmos gostos, a mesma classe social! Éramos aliadas! Ela nunca me traíra ou fizera algo contra mim e nem eu contra ela. Havia um pacto, assim como aquele que fora assinado pelos donos do mundo em 1939. Mas nem eu e nem ela havíamos quebrado o acordo. E nem tínhamos a intenção. Por que ele insistia em voltar a nossa mente? Tentando nos dizer que o que tínhamos era errado?
Passei a me culpar, então. Odiava cada olhar audacioso dela. Odiava sua tenacidade e mais ainda a forma impassível como me tratava todas as vezes. Mas eu não deveria odiar nada disso. Quem eu era pra julgar as características alheias? Por Deus, não era dessa forma que eu a houvera conhecido?
Mas o problema, leitor, não era eu. Ou ela. Não havia sequer um problema.
As coisas são assim. Há tragédia e há beleza na amizade. Ou nos pactos de não-agressão.
Eu nunca precisaria invadir o território dela para confrontá-la. Mas eu já era completamente habilidosa para tal. Confrontá-la, digo. E ela não era e nunca será vilã por não ser a melhor em conviver comigo. 
Somos iguais. É isso. E por sermos iguais, queremos a mesma coisa. Essa coisa não pode ser dividida, ela pode ser compartilhada. 
Por isso, naquele dia, eu e ela selamos outro acordo. Um acordo silencioso. Este muito mais fácil do que o anterior.
Mandamos os exércitos para casa, a corrida acabou.

29 de agosto de 2016

Eu queria que esse mundo fosse meu. Ele já o tinha.

Eu juro que não vou encher isso de delongas. Essa foi uma das coisas boas que a Tal pessoa deixou na minha vida. Muito boa.
O negócio é que há 58 anos atrás, em uma cidadezinha bem pequena no país mais imperialista desse planeta verde, nasceu alguém que me mudaria para sempre. Esse alguém não tinha,nunca teve e até talvez nunca tenha(depende do que você acredita), noção de quem eu sou ou do que causaria em mim. Eu também não era muito dada a conhecer sua existência, até 54 anos depois da sua vinda ao mundo. Até lá, algumas partes de mim ainda não estavam devidamente preenchidas.
Em pouco tempo desde que eu o conheci, nós tivemos uma relação bastante construtiva. Difícil de acreditar que eu me apegaria tão rápido a alguém tão diferente. Acho que ele chegou bem na hora. O caso é que eu aprendi mais com ele, naquela época bizarra da primeira menstruação e das primeiras espinhas e dos primeiros amores, do que eu teria aprendido com qualquer um. Porque ele estava sempre lá. Mas era quase que irreal.
Sabe aquelas pessoas que parecem ser sua alma gêmea, mesmo que você ache idiotice? Aquelas pessoas que você sabe que vão entender as suas lamúrias de quem não sofreu nada na vida, mas parece que carrega o Empire State nas costas todos os dias. Eu sabia que ele ia entender que os meus hormônios da puberdade estavam afetando meu cérebro, mas ele seria o único a não me dizer aquela frase medonha "É só uma fase." Tudo porque ele tinha plena consciência de que também já fora como eu. Então eu tinha certeza de que poderia confessar tudo pra ele, porque ele já me dera o que eu precisava ouvir e ver. Às vezes eu ficava sozinha no banheiro, enquanto tomava banho e escutava as coisas que ele me dizia, e então eu contava todos os meus segredos. Eu morria de rir na maioria das vezes, ficava com vergonha da minha insensatez. Quem estava lá para me ouvir falar? 
Ele estava. E respondia muito bem.
Quando eu tinha medo de qualquer coisa, ou quando eu me sentia triste ou talvez tentada a fazer algo arriscado, lá estava ele com suas sábias palavras. Funcionavam muito bem pra mim, se quer saber.
O fato é que isso durou muito tempo. Tempo demais, eu diria. Nem sei dizer se todo o tempo foi saudável, mas posso falar com toda certeza que eu precisava desse tempo. Hoje eu sou mais eu por causa disso. Descobri que sei dançar, acredita? Ele me inspirava tanto que eu queria ser exatamente como ele. Eu era uma criança, por favor. O que você esperava? Mas essa é uma prova do quanto ele me fez bem. E então eu comecei com isso, dançar quero dizer, que me define muito até hoje.
Agora, nos dias que correm, eu não estou tão próxima à ele. Isso não é ruim, é só novo. Minha vida mudou tanto! Conheci novas pessoas e aprendi coisas que ele jamais poderia me ensinar. Ele acabou ficando pequeno diante da enormidade das coisas, mas eu nunca o guardei no armário. Ele está lá na estante.
Mas apesar de não nos falarmos mais como antes, ele vai ser sempre algo sobre mim. E eu vou ser grata, sendo isso estranho ou não.

P.S: Nas partes verdes, têm links, obrigada.
Ah, isso era pra ter sido postado em 29 de agosto, mas eu fiquei sem internet, de modo que acabei chegando algumas semanas atrasada. Mas mesmo assim, eu precisava disso, sabe, falar sobre ele.

22 de agosto de 2016

Assistidos recentemente 001

E ai?
Como vocês estão, pessoas? Eu estou bem, atualmente. Quer dizer, estive doente por algum tempo essa semana, então decidi escutar Spanish guitar e Last night para ver se a glicose me dava um pouco de energia. E dai eu tive um teste de física que me deixou em frangalhos e eu entrei num concurso de redação que me faz ficar nervosa as hell todo fucking dia. Desse modo, para aplacar meus ânimos, estou lendo Jane Eyre da mais talentosa das Brontë (em minha opinião) e vendo o máximo de filmes, documentários e séries que eu conseguir.
Hoje eu decidi que precisava falar desses três filmes que assisti recentemente. Quer dizer, nem todos são filmes especificamente, mas tá valendo. E todos eles são muito bons mesmo, então nem preciso dizer que recomendo muito. O primeiro é documentário, talvez não muita gente se interesse. O segundo é estrangeiro e sobre política e história, não muito dentro do gosto geral. E o último tem o Jude Law, então...

** Twinsters **






















Esse foi um dos documentários mais legais que eu achei no Netflix. Primeiramente porque é sobre gêmeas e esse é um assunto que me interessa especialmente (também sou gêmea). 
Nesse documentário, Samantha Futerman e Anaïs Bordier documenta a história real de quando elas, filhas adotivas de diferentes casais e em diferentes países, descobrem pela internet que na verdade são irmãs gêmeas. De modo que, em frente a tamanha descoberta, elas são forçadas a descobrir o que acontece depois.
Eu pessoalmente adorei a forma como tudo foi gravado e o jeito espontâneo em que a gente é levado pra dentro da coisa toda. Além disso, há muitas informações sobre a complicada relação entre irmãs desse gênero e se você, como eu, se interessa pelo assunto, essa é com certeza uma ótima opção.

** Ele está de volta **





















Em "Ele está de volta", somos apresentados à uma produção de comédia fantástica, que faz um ótimo papel em ironizar a situação política, econômica e cultural atual. Na Berlim de 2014, Hitler reaparece como se tivesse sido transportado do meio da Segunda Grande Guerra à Alemanha contemporânea, sendo assim, ele tenta dar continuação à uma guerra que já passou, mas na verdade, nunca realmente acabou. De modo que as antigas e enraizadas culturas de ódio e separatismo voltam à tona e, de maneira bastante irônica, por meio da diversão do povo alemão.
Mas será que realmente é preciso de um novo Hitler ou da volta do original para retrocedermos? É evidente que essa figura não deixou apenas história, como um grande grupo de seguidores. Mas ficarei ofendida se achar que me refiro apenas aos assumidos neo-nazistas, peço que abranja mais o olhar a esse respeito. Intolerantes religiosos, LGBTfóbicos, sexistas, misóginos, xenofóbicos, elitistas, academicistas e preconceituosos em geral, só fazem passar à frente o que já começou há muito tempo.  Além da persistência do povo em ser indiferente, o que torna a ação desses grupos facílima. 
Ser padronizado socialmente tornou-se hoje um negócio. Tudo porque o conflito armado entre os países parece cessar, mas a guerra continua.
Sim, eu tinha que falar muito nesse aqui, sorry not sorry ~ mas tem no Netflix!

** Um Beijo roubado **

























Esse filme eu poderia descrever como doce-amargo. Claramente há certa leveza e sensibilidade, mas também há muitas relações conflituosas. Só não posso dizer com certeza, se a mistura desses elementos é perfeitamente harmoniosa. Mas me deixou meio confusa. Vejamos:
Há esse belíssimo dono de um café (belíssimo mesmo, porque estamos falando do Jude Law) e essa belíssima moça de coração partido (descrição boa para a Norah Jones). Eles se conhecem nesse momento triste da vida da menina, e eles passam a se encontrar quase todas as noites para comerem juntos as tortas que sempre acabam quase intactas no final do dia.
Então a jovem decide buscar novos horizontes, e é aí que não sabemos se vamos ver aquele romancezinho típico, que é o que o início do filme aparenta ser, ou se estamos diante de um drama bastante complicado. De todo modo, se não expliquei direito, tem ainda a Natalie Portman e a Rachel Weisz, talvez isso te convença a assistir. Não tem no Netflix ~ choremos ~ mas tem no YouTube.

19 de agosto de 2016

Crise existencial sobre o blog + A playlist mais brega desse planeta verde, azul e marrom que eu gostaria que fosse meu


E ai?
Esses dias eu meio que parei de ser tão eficiente com o blog, por uma razão bastante absurda. Eu não achava que o que eu queria falar era cool o suficiente. Não do tipo "Ah, isso é muito desnecessário!" , mas do tipo "Ah, isso não é nada alternativo/cult/alguém que gosta de coisas estranhas tipo Pierre Bourdieu". E não que algo que um ser humano tenha a falar seja mesmo desnecessário, porque eu sou muito contra esse pensamento pessimista em relação a natureza humana, de qualquer forma. O caso é que eu estava querendo me despadronizar, me padronizando. E é muito esquisito pensar que eu não falaria sobre tal assunto ou teria de falar sobre tal assunto, porque eu quero ou não que as pessoas me vejam de um jeito X. Como, vou falar de moda, porque ai eu sou muito legal e todos vão me admirar. Mas eu não sou a pessoa mais indicada pra discutir o assunto. 
Eu meio que sou responsável apenas por quem eu sou e não pelo que você pensa que eu sou. Da mesma forma são as pessoas que eu acho muito cool kid ou alternativo, tipo aquelas meninas que escrevem "90's kid" na bio do Twitter, ou sei lá.
Além disso, a gente muda tanto. Ás vezes, essas pessoas super alternativas, passam a não ser mais tão alternativas com um tempo.
Quer dizer, seja lá o que significa ser alternativo! Mas voltando...
Eu, hoje, não tenho muitas afeições por alguns temas, mas isso não é definitivo. Eu posso mesmo gostar do Pierre Bourdieu agora e eu seria uma pessoa super cult por postar coisas sobre ele e tudo mais, e dai eu simplesmente me metamorfoseio e não sou mais tão entusiasta de sociologia assim. Ai eu não seria mais cult. Por exemplo, até o meio desse ano, eu nunca postaria nada de muito profundo sobre o Jules Verne, porque até então, eu não sabia nada e nem tinha interesse nele. Hoje, eu quero fazer mil e um posts sobre ele, porque ele se tornou de uma hora pra outra e muito ao acaso, um dos meus escritores favoritos. O que isso me torna então? Digo, isso deveria me tornar alguma coisa a não ser uma pessoa que gosta do Jules Verne? Mesma coisa sobre poesia ou sobre polaroides. 
Layout é uma coisa que anda me assombrando também, além dos posts. Tipo esse layout meio lilászinho e todo fofo e essa foto de três anos atrás, quando eu sou bem diferente no meu estilo agora, apesar de ainda gostar disso. E eu não sei fazer layout de jeito nenhum, e morro de medo de mexer nisso e arruinar tudo, daí eu pensava em só voltar com o blog, depois de arranjar um novo bom layout, mas isso não ia acontecer tão cedo e era só mais uma desculpa pra procrastinar. Agora que eu comecei a postar, fico me perguntando se faz sentido escrever sobre a minha fascinação sobre a Frida Kahlo ou sobre agnosticismo e coisas do tipo, com esse layout super fofo. Eu na verdade, não preciso de credibilidade pra escrever, porque se tu quer ler o que eu escrevo, tu só lê. Não precisa do meu layout ser estrelado, pra eu falar de astronomia, certo? E eu também não preciso ter um layout da moda pra o meu blog ser ok. Aviso-lhe agora, o que eu escrevo é o que eu quero mostrar pra você, meu layout é só algo que eu acho bonitinho.
Isso é tão clichê. Se bem que eu odeio essa palavra, mas não sei nenhuma que possa substituí-la... Vejamos no Google. Eu achei estribilho, mas eu não sei se isso realmente se aplica. Acho que não. De todo modo, palavra boa.
Pensando nessas coisas assim, eu achei que seria bom compartilhar com vocês minha playlist de músicas breguíssimas, mas que eu amo e me inspiram muito quando eu mais preciso. Pois é, eu poderia me inspirar com os discursos do Malcom X ou com o Andy Warhol ou coisas mais normalmente inspiradoras, mas músicas antigas com letras ridículas e clipes péssimos sobre amor, fazem esse trabalho muito melhor. Mesmo eu sendo uma pessoa que as pessoas consideram não ser nada romântica...
Clique aqui e se inspire também. Ou não.

12 de agosto de 2016

Sobre ser "divorciada da chapinha"


       "Em terra de chapinha, cacheada é rainha!"

Essa é uma frase bastante polêmica que está rolando por aí há algum tempo. As "cacheadas" finalmente estão valorizando o que têm, tendo orgulho de algo lindo sobre elas ou estão apenas tentando aparecer e ser melhores que as "lisas"?
Bem, que tal conversarmos um pouco sobre orgulho?
Orgulho de ser negro, orgulho de ser LGBT, orgulho de ser mulher, orgulho de ser cacheada... Todos são orgulhos de algo que sempre foi desvalorizado ou até massacrado ao longo da história.
Vejamos: Há 400 anos atrás, a escravidão de negros era totalmente comum no Brasil e até hoje, vemos claramente as marcas que isso deixou. Não há representatividade negra em lugar nenhum. O racismo persiste, e é por isso que ter orgulho de ser negro é tão importante. Somos um dos países que mais mata LGBT's no mundo, e é por isso que ter orgulho de pertencer à esta comunidade é tão importante. No Brasil, uma em cada cinco mulheres já foi espancada pelo marido, e é por isso que ter orgulho de ser mulher é indispensável.
Ter "Cabelo ruim!" ou "Cabelo duro" também é motivo de orgulho.
Se não acredita, então dê uma checada ao seu redor. Quantas cacheadas ou crespas assumidas você conhece? E quantas cacheadas ou crespas que usam química no cabelo você conhece? Acho que o segundo número é maior, não? E que tal as mídias? Os filmes Hollywoodianos? Os clipes das cantoras hits? Quantos deles tem representatividade cacheada ou crespa? Quantas protagonistas têm os cabelos volumosos e desordenados? Como a Mia Thermopolis em O Diário da Princesa, por exemplo. Na "transformação" dela, a menina passa a usar química para deixar o cabelo exatamente como as patricinhas da escola dela. Qual o problema em ter cabelo em formato triangular? Se esse era o problema, por que não um corte em camadas? O problema era o volume? Então se faz um fitagem com mais definição e tudo resolvido, não? Por que ela tinha que ficar lisa?
Ah, mas esse é um filme da década passada, nada a ver com hoje em dia! Mas é exatamente aí que eu quero chegar! Foi só agora que esse movimento lindo estourou! Um monte de cacheada e crespa querendo se "despadronizar"! Agora tem até vídeo no YouTube sobre como finalizar o cabelo após o banho! Isso era inviável há alguns anos atrás. Não havia nem produtos de cabelo específicos pra esses tipos. Há agora um tanto considerável de gente que tá se assumindo e descobrindo quem é por causa do próprio cabelo. O quão empoderador é isso?
Nesse caso, qual é o problema dessas mulheres se acharem lindas e perceberem o quão maravilhosos os seus cabelos são? Elas já foram oprimidas e já se reprimiram demais e por muito tempo. Está na hora de enxergar o motivo disso tudo.
Se você tem cabelos lisos e acha que esse movimento é totalmente sobre se sentir melhor do que os outros, então eu lhe dedico isso: É fácil se sentir assustado quando se perde os privilégios, não? Tantas lisas nas mídias, todo mundo falando sobre o seu cabelo, tanta gente te elogiando por ter "Cabelo bom" e agora essas meninas vêm se achando as poderosas, né? Deve ser bem tenso mesmo.
Se você é uma cacheada ou crespa que usa química e não é "divorciada da chapinha", então essa é pra você: Isso tudo é sobre ser quem você quiser ser. Então se você gosta de ser lisa, cacheada,crespa ou não ter cabelo, isso é sobre você e só você.

Enfim, galeris, isso foi só um desabafo meio doido que eu tinha que fazer depois que eu vi uma montagem ridícula no Facebook (aquele mar eterno de coisas ridículas) que dizia "Ter cabelo cacheado não te faz melhor que ninguém!"... Tão as meninas magras que se ofenderam com All about that bass...Gente, this is all about pride, ninguém tá te dizendo que o seu cabelo liso não é lindo, porque o mundo já nos falou isso demais, né non?
Ah! Demorei pra postar porque estava muito ocupada com a gincana da escola, e quem tá no terceiro ano do ensino médio sabe o quão estressante é a última gincana da turma. Mas agora que acabou, vou ter mais tempo pra isso aqui, eu espero.

23 de julho de 2016

A Noiva Fantasma de Yangsze Choo

"Título Original: The Ghost Bride
Autora: Yangsze Choo 
Páginas: 360
Editora: DarkSide Books
Gênero: Fantasia, Ficção, Terror

Sinopse: 'Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma...' 1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.

A odisseia de Li Lan a mantém à beira da morte terrena e prende o leitor às páginas. 
- New York Journal of Books"


Li Lan está na idade de casar, mas a falência econômica e a tragédia que assola a sua família, faz com que a menina não alimente nenhuma expectativa para um casamento. Esse livro se passa na cidade de Malaca de 1893 na China, e aborda muito a cultura das antigas comunidades chinesas, e uma das tradições dessa cultura, era o casamento fantasma, onde uma menina na idade de se casar, era desposada por um noivo que já estava morto. Li Lan então recebe uma proposta desse tipo de casamento de uma família muito rica, a família Lim. A menina recusa a proposta imediatamente, mas por estar passando por um período de crise muito grande na sua família e por ver o seu pai passando por dificuldades e até temer pelo seu próprio futuro, a proposta de casamento começa a atormentar Li Lan. E como se não bastasse, o pretendente fantasma resolve ajudá-la a perder o juízo assombrando-a em seus sonhos quase todas as noites. Desesperada para se livrar desses pesadelos, a jovem vai em busca de uma médium que lhe dá uma solução arriscada para fugir da assombração. E é ai que Li Lan se mete na maior enrascada da sua vida. Quer dizer...
Esse livro é simplesmente fantástico! Um dos melhores livros que li esse ano, com certeza!
O livro é narrado em primeira pessoa, o que me fez me apegar muito a Li Lan e às vezes entendê-la, às vezes odiá-la, mas com certeza sentir uma empatia danada por ela. Em primeiro lugar, Li Lan e sua família estão passando por maus bocados. Depois da morte da sua mãe, o pai de Li Lan perde o interesse pelos negócios e se torna um velho ranzinza viciado em ópio, o que atola a família numa recessão econômica dos diabos. Depois, a menina está na idade de casar, mas não tem nem dinheiro pra pagar o seu dote e nem a mínima perspectiva, ela vive apenas
acompanhada pela a sua adorada Amah(que é uma espécie de governanta ou cuidadora), responsável pela sua educação e muitíssimo supersticiosa. 
O caso é que Li Lan recebe essa proposta de casamento de uma família muito importante e rica de Malaca, mas para a menina e sua Amah, é absurdo que ela cogite em se casar com um homem morto. Sendo assim, ela é convidada para uma visita na casa da família Lim e acha que é meio que um pedido de desculpas pela proposta no sense, então ela vai. Lá, ela conhece o primo desse pretendente fantasma, Tian Bai, por quem ela se apaixona e deseja casar. Mas o tal pretendente morto, Lim Tian Ching, não é de dar o braço a torcer e quer casar-se com a menina Li Lan de qualquer jeito, por isso, o espírito decide atormentá-la todas as noites em seus sonhos, o que faz com que a estória aconteça.

Nas primeiras páginas do livro, eu fiquei me perguntando como aquela estorinha poderia durar por mais de 300 páginas e eu descobri isso na segunda parte do livro. Sim, o livro é dividido em 4 partes: Malaia - 1893, O Além, A Planície dos Mortos e Malaca, na primeira parte, eu poderia dizer que o cenário e o objetivo da estória nos é apresentado. Na segunda e terceira parte, temos a aventura e a ação e tudo mais de interessante e na última parte vemos o surpreendente desfecho. Eu amei todas as partes, mas confesso que você tem de ter uma fora de vontade para passar das primeiras páginas, pois parece que a estória vai ser bem menos do que ela realmente é. Se depois da segunda parte, você ainda estiver meio bleh com a leitura, então eu não sei o que te dizer. Comigo, bastou passar apenas pelas primeiras páginas pra me empolgar loucamente.
Sobre os personagens, eu os achei completamente bem escritos e podia imaginar cada um perfeitamente na minha cabeça. Além da Li Lan, eu me apaixonei perdidamente pela Amah e pelo Er Lang, personagem que vamos ver na segunda parte, se não me engano. Li Lan é esperta e totalmente diferente daquelas donzelas do século 19 que costumam ser escritas nos dias atuais, ela é inteligente e não brinca em serviço. Amah é o sinônimo de lealdade e eu amo a forma como ela é toda religiosa sem ser irritante, me lembra algumas pessoas da minha própria família. Er Lang é muito bom! Ele é de longe, o personagem mais divertido do livro e ele irrita a Li Lan de uma forma que surpreendentemente não me irritou. Uma das coisas que me faz odiar um livro, é esse negócio clichê de ter aquele cara que irrita a mocinha o tempo todo e ela odeia ele por motivos que eu não entendo e morre de crush nele, mas não pode se entregar à paixão porque ele é muito irritante e tudo mais. Não. Com Er Lang isso não acontece, ele é meio escrachado pra a época e não tem papas na língua, é todo enigmático e misterioso, mas não é como se a Li Lan o odiasse por isso, ela simplesmente não é uma das maiores entusiastas do senso de humor do Er Lang.E tem uma parte do livro, que eu não posso dizer qual é porque seria um huge spoiler, que ele fala uma coisa que me faz rir muito e que mostra o quanto a estória pode ser tudo, menos clichê.
Tian Bai é ok, eu diria. Não tem nada de muito incrível no personagem. Por exemplo, Li Lan é esperta, Amah é leal, Er Lang é divertido e até Lim Tian Ching tem seus pontos de personalidade, mas sobre Tian Bai eu não consigo pensar em nada. Mas isso não perturbou minha leitura de forma nenhuma, e talvez você entenda porquê quando ler o livro. Ou talvez você entenda mais a personalidade de Tian Bai do que eu, vai saber.

A escrita da Yangsze Choo é maravilhosa e flui muito bem e uma coisa que dá gosto de continuar a leitura, é com certeza a diagramação mais que fantástica da DarkSide Books que é uma das minhas editoras preferidas, justamente por fazerem as melhores capas duras do mercado editorial. Além disso, no fim do livro, há alguma páginas explicando os nomes dos personagens e explicando algumas coisas sobre as comunidades da China continental de 1800, e até algumas páginas dedicadas à criação de seus próprios origamis, o que eu achei fabuloso.
Olha, o tanto de elogio que eu dei pra esse livro, até me assusta, viu. 
Enfim, super recomendo essa leitura se você gosta de fantasia e romance, ou se interessa-se pelo universo oriental ou histórico. É uma leitura divertidíssima  que tira teu fôlego num momento, te faz rir em outros e torcer pela protagonista como se você conhecesse ela. E o final, você tem que ler pra crer.

"Uma tristeza inexprimível me encobria. 
Eu desejava nunca ter visto seu rosto, 
mas ele estava gravado em minhas retinas."

Nota: ★★

20 de julho de 2016

A música que...





















 E ai?
 Eu andei pensando muito em como voltar para o blog. Eu tinha que fazer um post bonitinho, porque eu gosto de fazer gênero nas minhas entradas e saídas, essa é a verdade. Mas passado o texto com fotinho de Instagram, eu precisava pensar em um primeiro post que me enchesse de alegria em escrever. Dai pensei em um daqueles textos doidos que eu costumava escrever aqui ou até mesmo sobre algum assunto importante, mas resolvi deixar o texto sobre o assunto importante pra depois. Talvez sábado ou até sexta, mas hoje eu estava precisando fazer um post legal, mas sem toda uma carga emocional exigida de mim. Um Tag então! Mas acho que me enganei rudemente por achar que uma tag musical não bagunçaria minha mente. Música sempre me bagunça.



1. A música que me faz rir


 Não sei se vocês sabem, mas eu sou a louca desses musicais antigos e até gosto dos novos também, mas gente, filme musical antigo é uma paixão que eu não sei explicar! Essa música além de divertidíssima, me lembra de um momento maravilhoso da minha vida, que foi quando eu fiz aula de teatro no Canadá e nós apresentamos um show com várias partes de Rocky Horror Picture Show, que é um dos meus musicais preferidos eveeer! E a performance do Tim Curry nessa música e no filme todo é tipo WOW! 
Aliás, eu estou freaking out pelo RHPS Live que vai lançar esse ano!
2. A música que me motiva

  Eu sou louca por essa música e eu amo essa mulher! Toda vez que eu tô meio bleh e acho que meu cabelo tá meio super weird ou não gosto de nada no guarda-roupa ou estou meio triste comigo mesma ou até quando estou com raiva de alguma merda proveniente da sociedade patriarcal, eu automaticamente começo a cantar essa música.
3. A música que me lembra alguém que eu amo

 Essa música é muito importante pra mim e nessa performance especialmente. Isso me faz lembrar de todas as mulheres que estão na mesma situação que eu ou infelizmente até pior, e isto me enche de um sentimento de sororidade incrível. Então, as pessoas que eu amo, nesse caso, são as mulheres e o sentimento de irmandade que tenho com todas elas.
4. A música que eu gostaria de ter escrito

 Eu amo essa música! Quase tudo que eu queria dizer aos Bolsominions! haha
5. A música que me lembra a infância

 Eu assisti essa minissérie quando eu tinha 7 anos e ela mudou a minha vida e marcou momentos incríveis. Faust é minha música preferida de todos os tempos.                
6. A música que eu gosto da letra

 Eu amo o Fantasma da Ópera, mas não sou a maior fã dessa adaptação de 2004, contudo, eu acho essa música uma ótima tradução de como eu vejo Erik. Que é basicamente no corpo de Charles Dance que foi o melhor fantasma do cinema. Inclusive, sou fui ver Como eu era antes de você por causa dele.
7. A música da qual eu gosto de acordar

  Eu normalmente não ouço música quando eu acordo, mas de vez em quando, eu acordo com o som da Paramount Soundtracks tocando na sala, e eles sempre tocam essa música, e como eu me acordo cedo geralmente para ir pra escola, e essa música é trilha sonora de O Clube dos 5 que se passa na escola, eu fico meio inspirada. Se bem que quando eu estava no Canadá, eu ouvia Point of no Return antes de ir pra escola, não me pergunte porquê, mas eu não quis colocar outra música do Fantasma da Ópera.
8. A música que me lembra a minha adolescência

  Eu ia colocar O Fantasma da Ópera de novo nessa, mas me contive. Como eu ainda estou na adolescência e como eu amo musicais e isso me define muito, eu resolvi colocar uma música de um musical sobre adolescência que eu amo e que no começo desse ano, eu só ouvia ele.
9. A música que me lembra minha melhor amiga

  Uma delas ama KPop. Eu não sei nada de KPop, então coloquei essa que eu acho legal.
  E outra ama Michael Jackson, assim como eu. A gente tava comentando desse vídeo do Pentatonix esses dias, que inclusive eu amo, então decidi colocar esse.
10. A música que me faz chorar
A música que me quase chorar foi Faust, que coloquei acima no item 5. Então não achei que devesse colocar de novo.
11. A música que eu adoro cantar

  Eu amo cantar todas as músicas que eu conheço haha Mas se tem uma que eu sempre tô cantando e imitando as vozes, é essa do musical Les Mis. Eu já apresentei ela também no Canadá, então ela é outra que me faz lembrar coisas boas e dar muita risada. Ah! Tem as músicas da Inês Brasil também, que eu sempre tô cantando.
12. A música que marcou um momento da minha vida

  Trilha sonora de outra minissérie que mudou a minha vida. Me lembro que quando eu era criança, eu só cantava essa música ou a ouvia em momentos especiais, eu dizia que era uma música "sagrada" hahaha
13. A música que você dançaria agora

Essa música não sai da minha cabeça há décadas e não vai sair nem tão cedo, já que eu tô ensaiando pra apresentar ela na gincana da escola!

Essa foi a tag, espero que vocês tenham curtido! Eu pelo menos curti fazer haha Mesmo que eu tenha um gosto musical meio estranho e eu seja totalmente difícil pra especificar músicas em certos quesitos, eu acho que deu certo. Vou querer mudar algum item depois? Provavelmente. Mas por enquanto é isso. 
Até o próximo post! ;)

18 de julho de 2016

Se esse mundo fosse meu, eu nunca desistiria

Comecei esse blog porque eu precisava desabafar. Tenho muitos amigos e sou realmente muito grata por isso, mesmo sem saber se deveria ser grata por participar das relações sociais como qualquer outro ser humano. Mas não havia ninguém pra ouvir minhas besteiras, minhas filosofias, minhas divagações sem rumo e sentido... Na verdade, até tinham. Mas você sabe, ninguém é obrigado a me ouvir falando o tempo todo. Sim, eu queria falar o tempo todo.
Escrever nas notas do meu celular não tinha mais graça, passei a perceber que as minhas palavras se perdiam sem um destinatário. Eu era um poço de palavras. Um poço bem fundo... 
E então eu encontrei essa plataforma incrível e isso mudou a minha vida por um tempo. Conheci gente nova e maravilhosa, conheci estilos musicais que hoje são os meus preferidos, defini meu gosto por moda e consegui largar aqui tudo o que me vinha à cabeça sem medo. Mas o mais importante, cheguei à um passo de encontrar uma garota que vivia se escondendo de mim. Thainara, quem eu sou hoje. 
Mas a minha vida mudou drástica e felizmente, e este lugarzinho que eu tanto amava, foi se tornando menor e de repente, eu já quase nem lembrava dele. Mas nunca esqueci realmente e acabei até me lamentando por ter desistido disso aqui. Um erro. Não deveria ter me lamentado nunca. Aquele era o meu tempo de transição e eu precisava aproveitar cada minuto. Foi quando meu poço secou, pra dar entrada à um novo vocabulário, este que uso atualmente. Não sei se terei olhos pra lê-lo e muito menos se terei os mesmo olhos de antigamente. Não importa, façamos tudo de novo.
Não desisti do blog, eu apenas o guardei.
Esta é a hora de libertá-lo novamente.

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