gerascofobia.


Hoje participei da reunião de um movimento político novo. Foi bem estranho.
Eu e minha irmã fomos, toda orgulhosas de estarmos participando da História, de sermos jovens "engajadas"(odeio essa palavra, mas Thâmara insiste em usar), de não estarmos omissas à situação atual do país e tudo mais.

Nossos pais não gostam muito da atividade. Acham que não vale de nada e eu não os culpo por pensar assim de jeito nenhum, mas sei que não é verdade.
Nosso primo passou por nós no ponto e perguntou pra onde estávamos indo. Respondemos com o maior sorriso no rosto. Ele riu e falou pra tomar cuidado. Cuidado com o quê? Que nada!
Entramos no ônibus toda falantes e comentando pra todo mundo escutar. Chegamos meio atrasadas e meio correndo por causa de um pequeno incidente no tal ônibus que nem vale a pena comentar.

Na reunião, a maioria das pessoas eram adultas e super conhecedoras de tudo. Daquelas pessoas grandes que fazem você se ver bem pequena no meio delas. Faz a gente se sentir um aprendiz. Tinha professor universitário, jurista, jornalista. E eu. E Thâmara.
E aí lá se foi o nosso riso fácil. Ficamos com medo. Ficamos com vergonha. Não era legal e nem engraçado estar ali. Era triste, era uma perfeita caricatura do que nos espera no futuro.
Todo aquele pessoal com muito mais idade do que a gente, meio sofrida, meio raivosa, falando forte e emocionado quando nós pouco tempo antes nos gabávamos de sermos jovens guerreiras. Gente que não queria estar ali, que estava por questão de sobrevivência e não vaidade. Pessoas que temiam não só pela própria vida, mas pela vida de pessoas que criaram.

Agora não me sinto guerreira coisa nenhuma. Mas fico feliz de ter visto a minha infantilidade no meio daquela gente toda. Porque ô medo de crescer esse que eu tenho!

*Thâmara é minha irmã*

We Are Young // #STAG

Essa é uma história que eu conto quando alguém me pergunta sobre o meu intercâmbio pra o Canadá em 2015. 
Aquele dia começou estranho.  
"Thaineeerrra" Meu host father me chamou um dia antes, "J e M (vamos fazer a sigilosa né non) estão convidando você e mais alguns amigos pra passarem o domingo na casa deles".  Achei meio incomum. Não era muito próxima à dupla "mexicano e alemão", tanto que eles nem me chamaram pessoalmente. Liguei para os meus amigos brasileiros, todos iriam e estavam animadíssimos. Aparentemente, a dupla anfitriã tinha dado sorte na host family e eles eram riquíssimos. Mesmo assim, achei que ficaria meio de fora ou com vergonha, mas não tinha coragem de dizer aos meus hosts que ficaria em casa. Era começo de intercâmbio e eu estava bancando a popular que faz amigos e fala inglês com os brasileiros pra os meus hosts ainda, então acabei indo.
Quando chegamos, eu e minha amiga brasileira T, a gente viu que não era brincadeira. Eles moravam numa fucking casa de veraneio de frente pra a água, e não havia qualquer casa lá além da deles. Era quase que nem o primeiro filme de Amanhecer naquele casa isolada da Ilha de Esme, achei chiquérrimo. Chegamos meio atrasadas, então a maioria dos convidados já estavam em caiaques no meio do imenso IMENSO rio. Comecei a suar no frio canadense. Eu morro de medo de água concentrada (ou seja, mar, rio, lago, poça), só de ver ela na minha frente eu fiquei meio tonta. É uma coisa tensa, mesmo. Não é medinho não, é MEDO. T olhou pra mim.
"Você vai?" (ela é meio paulista).
"Vou nada, tu vai?" Respondi. Eu meio que queria ir, porque parecia muito legal, mas só de olhar pra as meninas que já estava numa ilha bem longe da gente dentro daquela coisa, eu desencorajava. Além disso, meu cérebro resolveu me lembrar de todos os vídeos de acidentes no mar e tsunamis que eu já tinha visto na vida.
"Eu quero ir no Bikeboat, mas você tem que ir junto!" Um Bikeboat, pra quem não sabe, é um barco a pedal e este, em específico, era pra duas pessoas. Era melhor que o caiaque solo, porque aí se algo der errado, você tem de verdade que saber nadar. E claro, não ter medo de água.
"Tu é doida! Vou não, chama J²!" Para registro, vamos ter dois J nessa história, uma brasileira a qual acabo de me referir e o mexicano. Também temos dois M, um brasileiro e outro alemão.

Foi ai que T, J² e os donos da casa fizeram de tudo pra me convencer a entrar no tal Bikeboat. Usaram até aquela de "Depois quando chegar no Brasil, na cidade grande, vai se arrepender de não ter passado pelas aventuras. Todo mundo vai poder falar dos momentos doidos no exterior e você vai contar sobre o café do Tim Hortons." Golpe baixo. Eu tava morando numa ilha, parecia obrigação. Além do mais, eu sabia que quando eu visse os meus host em casa e eles perguntassem se eu entrei num dos barcos e eu negasse, ia ser a ladainha de sempre. (Eles são ótimos, mas às vezes forçavam a barra pra eu participar. Entendo porquê, eu era bem boa em não participar).
Acabei entrando no barco com algumas horas de convencimento.
Me enchi de açúcar e pensamentos positivos enquanto P e G (ou P&G hahaha outras duas amigas brasileiras) estavam voltando da ilhazinha no bikeboat. Assim que elas chegaram pra dar vez a gente, eu fui lentamente descendo a escadinha para o barco. Todos os outros adolescentes estavam no meio do rio em caiaques. 
Aventure-se! Aventure-se! Aventure-se!
Eu e T entramos no barco e J² num caiaque. Começamos a pedalar meio nervosas. Era bem mais difícil do que a gente pensava. O troço girava sozinho e ficava ameaçando virar toda hora. Dei adeus a minha vida quando percebi que estávamos muito longe do ponto de partida e ainda mais longe de algum lugar terrestre. M, o alemão, que estava em um caiaque um pouco longe veio nos ajudar vendo meu desespero. Tive raiva do talento do menino na água. Foi um péssimo momento pra virar a ariana orgulhosa, tenho que admitir. Saí pedalando feito doida  e chegamos quase à ilha. 
Nosso amigo brasileiro M², (também conhecido como louco no crack) que estava em um caiaque, tentou subir no nosso bikeboat e quase caiu e nos derrubou junto. Morremos de rir e de medo.
Eu nunca tinha estado tão longe da margem daquele jeito. Eu me sentia definitivamente outra pessoa. A adrenalina foi à nível Bella Swan em Lua Nova (tô cheia de referências de Crepúsculo hoje hein), a gente se levantou, pedalou desgovernadas, tocamos na água, brincamos. Foi um momento muito bom pra mim, quebrar essa barreira que sempre me paralisou tanto. Claro que hoje, pensando no momento, eu chego a arrepiar de medo.
"Como eu fui fazer uma coisa daquelas?!" E fico pensando que poderia ter morrido e blá-blá-blá.
Mas eu me orgulho de ter me arriscado. Quando eu vi aquelas pessoinhas em barcos ao nosso lado, cada uma vinda de um lugar do mundo, eu me senti invencível.
Depois, eu e T meio que nos perdemos, aí um Iate veio na nossa direção e entramos em pânico, de modo que a gente voltou a ter medo e não sabíamos mais voltar para a margem, mas no fim deu tudo certo. Na hora que cheguei na escadinha de madeira, eu saí do barco tão rápido que cortei o meu pé, mas valeu à pena. Foi como se a minha viagem tivesse finalmente começado.

O dia todo foi incrível. Brincamos muito a tarde toda e é realmente engraçado explicar Barra Bandeira pra um monte de gringo. À noite, assamos marshmallow e conversamos e rimos tanto que todo mundo virou best. O J, mexicano, morava numa casa onde ele via várias novelas sendo gravadas! Aquelas que a gente morre de rir e que passam no SBT! Ele viu a Thalia e ainda uma galera de Rebelde, fiquei chocada. 
Enfim, foi um dia bom. Um dia que eu vou me lembrar pra sempre. Antes do fim da viagem, sentamos na grama e ficamos olhando o horizonte. Alguns brasileiros, dois alemães, um mexicano, um espanhol, alguns canadenses, uma suíça... Todos animados e esperando por grandes aventuras naquela viagem e no resto da vida. Estava escuro, então só víamos as pulseiras neon que todos estávamos usando. 
Guardo a pulseira até hoje.

Fui indicada pela Clarissa, do Próxima Primavera(obrigada por me fazer lembrar dessa história e dessa música!) a responder a STAG Aquela História (que vai até o dia 10/04 então participem) e devo indicar mais 5 blogs que quero ver participando! Lembrando que só precisa fazer a tag se tiver a fim ;)

Conheça Tessa Violet!

Gente! Comecei a faculdade. Estava com bastante medo e não me iludi hahaha esse negócio de curso superior é fogo! Não tenho mais tempo pra muita coisa e parei de ler os meus livros pra dar atenção às imensas apostilas de História da Mídia e Filosofia, mas tô confiante ~mentira. Já estamos com medo daquela famigerada reprovação, não é meixxmo?
De qualquer forma, vou tentar não faltar com isso aqui, ainda mais agora que sou parceira do Próxima Primavera (olha menina, subi tua bola hein!).  Vão no blog dela, a Clarissa é bem legal e me dá biscoito ;)
Enfim, hoje voltei com a tag Achados, pra apresentar pra vocês essa menina maravilhosa que escreve e canta tão bem que dá raiva! Espero que vocês gostem de conhecê-la!
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Tessa Violet é uma cantora americana que começou a fazer sucesso com os seus vídeos no YouTube. A moça faz de tudo. Covers, vlogs, canções originais e até ensina a tocá-las no seu famoso Uquelele! Com um jeito muito simpático e carismático de se aproximar do seu público, a cantora que atualmente está em tour em Londres, tem um futuro brilhante pela frente! Foi inspirada em um vídeo magnífico dela que escrevi o post Ter defeitos não me torna uma pessoa ruim, me torna só uma pessoa.
Conheci essa menina quando vi um vídeo da Thaís Frost em que ela cantava um cover de Make me a robot da Tessa, que é uma das canções preferidas pelo público. Na verdade, eu já conhecia ela, mas não lembrava. Por ser seguidora da Dodie Clark e gostar muito do canal Justkissmyfrog, eu já tinha visto ou ouvido coisas da Tessa, mas foi com Make me a Robot, apesar de não ser minha música preferida dela, que resolvi dar uma chance. Sem arrependimentos.

*Não sei se vocês lembram, mas indiquem essa música no início do ano nesse post.*
Minha versão preferida dela é a acústica, mas a Tessa lançou uma versão bem agitadinha e robótica que também é muito legal e recomendo conferir!


Outra música que eu adoro sim ou claro? hahaha Na verdade, foi essa música que me tornou fã da Tessa e nessa versão acústica também. Not Over You tem um clipe bem legal e fofs que eu curto bastante, mas esssa versão mais intimista e romântica é mais a minha cara e acho que da Tessa também.

Outra coisa que me inspira muito na Tessa, é o estilo dela! Eu gosto muito dos tons pastéis que ela usa e dos casaquinhos bem barbiezinha e às vezes eu fico achando que não combina muito comigo, mas acho besteira. Já me inspirei muito na Tessa pra me vestir e tenho muita vontade de cortar o cabelo. Quando ela e a Dodie cortaram ficou tão legal que quis entrar pra o clube!
E a Tessa além de linda e (top) talentosa, é muito gente boa e sempre tá trazendo as melhores questões e nos melhores jeitos pra o seu canal.
Ah! Ela tem um EP maravilhoso no Spotify chamado Halloway para os interessados ;)