9 de agosto de 2017

Diário de Leitura 002 & Assistidos Recentemente 003 (Juntos sim, porque se juntos já causam...)

Olá pessoas! Faz muito tempo que eu não faço post de lidos e nem assistidos, mas esse mês decidi fazer. Acho que por estar de férias no mês passado, eu acabei tendo mais o que consumir do que quando eu acordo de onze da manhã, vou pra faculdade, volto às 19h e durmo até a madrugada, onde eu revejo Gilmore Girls ou escuto músicas antigas. Infelizmente, esse tempo está chegando de novo. Pra alguns de vocês e pra alguns dos meus amigos já chegou e eu tô meio triste, porque parece que não aproveitei muito. Eu sempre penso assim, não importa o que eu faça. Mas enfim, espero que esse semestre seja melhor do que o anterior. Eu ia até pegar umas eletivas, mas do jeito que tá foda pra se adaptar só com as aulas normais e o grupo de estudos, imagine se eu pegasse mais matérias! Vou esperar esse ano acabar e ver se 2018 vai ser mais de boas. Espero que sim!

Manifesto do Partido Comunista e A Dama das Camélias

Eu li o Manifesto no início do mês, assim que ele chegou da Amazon. É um ótimo livro, mas acho que devo mais à edição que escolhi, que é a 3° da Edipro. Tem não somente o Manifesto, que é bem curtinho, mas documentos históricos, prefácios escritos pelos autores para as edições russas, polonesas, alemãs e italianas de 1848 à 1892 e ainda os estatutos das ligas comunistas. É um livro interessantíssimo que agrada não somente os interessados em entender o marxismo, mas os interessados em História em geral. Como os próprios Marx e Engels falam em um dos prefácios, esse não é um livro pra ser idolatrado, mas é destinado aos proletários do século XIX, sendo assim, nem tudo vai ser atual e muito do que é desatualizado, pode ser adaptado às diversas esferas contextuais de cada leitor. Mas ainda assim, é impressionante como o livro pode ser bastante atemporal e se aplicar a realidades bem diferentes da europeia. Recomendo muito! 
Eu comprei A Dama das Camélias na Amazon Day por três motivos. Primeiro porque eu sou LOUCAMENTE APAIXONADA por Alexandre Dumas (o pai) e nunca na minha vida, li um romance francês que não se tornasse um favorito. Depois, A Dama das Camélias foi o que inspirou Alencar a escrever Lucíola, que é um dos meus favoritos nacionais e uma grande surpresa (junto com Senhora), porque eu não gosto da escrita do Alencar. Então eu precisava conhecer Dumas (o filho)! A edição é da Martin Claret, que eu não curto muito, mas essa veio muito boa, tenho que admitir. A diagramação é muito agradável, apesar das folhas brancas, e a capa é uma gracinha. Li em um dia porque não é possível fazer outra coisa quando se começa a ler esse livro. Sempre que eu leio alguma coisa de um dos Dumas, é como se eu tivesse voltado à infância novamente! É tão confortável que parece que o livro é o meu edredom hahaha Sério, leiam esses dois! 

Homem-Aranha: De volta ao lar; XX e Uma Beleza Fantástica

Fazia muuuuito tempo que eu não ia ao cinema! A última vez, tinha sido em fevereiro ou janeiro, pra ver Moana. Mas enfim, esse mês passado eu fui ver o Homem-Aranha. Eu não sou fã de heróis, mas gosto muito dos filmes do Peter e do Batman, então fui ver com as minhas irmãs e prima. Me surpreendi com o tanto que gostei do filme! É muito engraçado e criativo! Sem falar das diversas referências aos meus filmes preferidos, entre eles, Mean Girls. 92% no Rotten Tomatoes! (Esse é o único que não tem na Netflix)
Eu tenho uma tradição com minhas amigas e irmã, de que sempre que formos dormir juntas, temos que ver um filme de terror. Esse mês, foi XX, na Netflix. É realmente muito bom! É dividido em quatro contos de horror, uns mais psicológicos e outros mais trashs, o que ganhou meu coração! Vale muito a pena. 72% no Rotten Tomatoes!
Eu assisti a Uma Beleza Fantástica ontem. Eu tava bem à procura de um desses romancezinhos leves que inspiram e emocionam, mas não muito. E bem, ai estava essa produção do Simon Aboud que, não por acaso, lembra muitíssimo O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. É bom, mas além de me parecer uma imitação muito falha, não tem muita coesão nem nada. É meio estranho, mas não como filmes que se propõem a ser estranhos (tais como Heathers, Donnie Darko), mas como se a estória tivesse se perdido no meio da coisa toda. Mas repito, é bom. 71% no Rotten Tomatoes.

26 de julho de 2017

Sobre a solidão das transfigurações // 12 cartas em 12 meses

Aprendi com a Anne Frank que a melhor forma de desabafar e analisar os problemas que você naturalmente tentar fugir, é escrevendo. Isso me ajuda e espero que ler ajude os que estão passando por algum conflito interno ou pela mesma crise que eu.
Uma carta de revolução é meio difícil de fazer. Eu pensei por um tempo em algo que eu queria urgentemente revolucionar e o texto a seguir surgiu. Não é nenhum manifesto e não convido ninguém específico a qualquer coisa. Mas para mim, é revolucionário que eu admita que não sou mais quem eu por tantos anos tive orgulho de ser. Essa revolução acontece aqui dentro e é sobre isso que escrevi. Espero que entendam e que eu não me arrependa de ter postado rs
Aos que leem esse blog há algum tempo, eu acho que vocês perceberam a mudança de posts de 2016 pra 2017. A última coisa que publiquei aqui ano passado, foi sobre literatura. Desde então, eu passei a escrever muito mais textos e a maioria deles são sobre meus novos e incômodos impasses existenciais. Espero que isso mude em breve. E estou bem, sim. Só mais introspectiva.
Obrigada aos que permaneceram.


  • Julho: Uma carta de revolução.


Eu mudei tanto que nem consigo acreditar que ainda me chamam pelo mesmo nome. Porque eu não reconheço mais quem eu fui por tantos anos.

Eu era agitada demais, sempre parecia feliz e nunca realmente me importava. Desde a quinta série, quando me decepcionei com a pessoa que eu mais amava (e não amava como amo hoje, definitivamente), só porque eu a idealizei demais e ela não conseguiu superar minhas expectativas, eu passei anos sem me ligar intimamente com ninguém.

Sabe, quando você se sente mais sozinha, é quando precisa tomar conta de si mesma, prestar atenção na única pessoa que te acompanhará pra sempre.

E foi isso que eu fiz.

Me conectei comigo das formas mais intensas e superficiais que existem. 
Comecei a me vestir diferente, passei a prestar atenção nos meus próprios gostos, cortei meu cabelo, passei a falar o que eu queria falar sempre e com quem eu queria falar. Criei o blog, escutei indie pela primeira vez, fiz um monte de amigos virtuais, conheci o feminismo. Passei um tempo estudando reforma agrária só porque gostava do nome, debati em aulas sem me importar em ser odiada, dancei, fui ao cinema pela primeira vez e depois não sai mais de lá, escrevi sobre uma menina que queria ser presidente.

Fui à outro país, enfrentei meu medo de água, parei de usar sutiã, passei um dia sem tomar banho porque estava muito frio e porque eu me senti uma revolucionária, abracei minha mãe algumas vezes, conversei com meu irmão sem querer mata-lo depois, desenhei um vestido que hoje está fora do papel, no meu guarda-roupa. Comprei um salto que me deixa bonita e confortável ao mesmo tempo, bebi álcool com os meus amigos e não me senti culpada, fui a uma boate e me diverti muito (!!!), cantei Garota de Ipanema na frente de um monte de gringo, fiz amizade com gente do estado todo, comi bolo de sorvete e decidi que era a melhor coisa que tinha provado na vida.

Vi baleias pessoalmente, desfilei em uma passeata de natal bem ao estilo americano, chorei horrores por não conseguir me dar bem em matemática quanto o Madz e depois ri loucamente da minha imaturidade, dormi sozinha por 5 meses e passei algumas noites em claro refletindo sobre a vida ou com medo de algum filme de terror. Fui filha única por algum tempo, escutei Roberto Carlos porque estava com saudades de casa, li livros que me construíram.

Tirei nota baixa, ganhei medalhas de melhor aluna e fui oradora da classe, briguei com pessoas que importam/vam muito pra mim, perdi uma amizade que era tóxica mas que me deixa muito saudosista sempre que penso nela, cresci alguns centímetros. Dei aulas de História, quase morri com uma bronquite que me trouxe mais coisa do que tirou, passei a assistir séries, me apaixonei por musicais, participei da educação física, matei aula pra ler Júlio Verne, fiz dois ENEMs e um deles me rendeu uma boa história, assisti uma novela com minha mãe e irmã mais velha.

Fiz e fui um monte de coisas.

Mas desde que o bendito relógio chegou à meia noite e comemorei um ano novo cheio de possibilidades assustadoras, parece que dezessete anos de mim foram levados pelo mar junto com todas aquelas oferendas. E desde então, eu me olho no espelho e não consigo mais ver o que eu esperava ver sempre.

Eu gosto de quem eu sou, na maioria das vezes.

Eu acho que sou alguém que dá o que pode para as pessoas que ama. E que ama, primeiramente. Mas eu não posso não me surpreender com a forma que estou vivendo e nem posso dizer que estou satisfeita. É como se tudo o que eu posso dar fosse pouco demais até pra mim e eu acabo tentando me isolar, mas diferente de como era anos atrás, eu não me sinto mais habitada quando estou sozinha. Eu me sinto sozinha e pronto.
Pode ser que isso seja uma transição como eu desesperadamente espero que seja, mas até lá, desculpem amigos e família por eu não sair do quarto e por eu querer chorar e não conseguir. Eu sou uma péssima companhia no momento, mas eu preciso de vocês.

Me desculpo por ser assim, mas ao mesmo tempo, não quero me desculpar.

Não sei se vou voltar a ser aquela menina espirituosa que falava muito rápido e queria ser um monte de coisa ao mesmo tempo e fazia vocês escreverem diários coletivos ou aprenderem palavrões, mas eu preciso saber se vocês vão gostar da nova pessoa que vem desatando a crescer aqui dentro e que ainda não está pronta pra sair do forno completamente.

Espero que eu seja pra vocês o que aquele bolo de sorvete foi pra mim. Eu já amava bolos de festa, e achei que bolo de sorvete era diferente demais. Só que diferente é o que a gente precisa às vezes.
Thainara (?)

22 de julho de 2017

Meus dois centavos sobre o primeiro semestre de Comunicação Social

Eu usando minhas roupas estranhas que eu não tinha muita coragem de usar na escola, mas agora me sinto mais confortável pra isso

E eu enfim terminei o primeiro semestre. Foi sofrido? Sim. Mas tenho que admitir que foi mais fácil do que eu pensei que seria. Acho que a parte mais difícil não foi exatamente a academia, mas o que ela passou a representar na minha vida.

Ano passado, quando eu decidi que queria fazer uma faculdade, foi um longo caminho até eu concluir que era melhor "deixar a vida me levar". Eu queria Cinema de 2008 até 2015. Em 2016, eu pensei que talvez o nosso sistema socioeconômico fosse perturbar minha vida mais ainda se eu virasse cineasta, então eu decidi procurar por outras áreas que eu gostasse. Ciência política ou Ciências sociais, História, Filosofia, Jornalismo, e a única que talvez me trouxesse conforto financeiro mais facilmente, Direito. E eu não procurei só na Internet, quero dizer. Eu fui até faculdades, peguei panfletos, conversei com pessoas, me autoanalisei diversas vezes... No fim de 2016, eu tinha duas maiores aspirações(que eu sabia serem impossíveis porque eu não podia pagar), ser cientista política ou professora de História. 

Em 2017, "deixando a vida me levar", eu sou uma futura comunicadora. 

Eu nem sei como foi isso. O Sisu chegou, tínhamos três opções onde eu possivelmente não reprovaria todas as cadeiras: Comunicação Social, Design e Pedagogia. As últimas eu não queria de jeito nenhum. Eu sabia que se eu fosse fazer alguma delas, eu desistiria. A primeira era uma possibilidade grande. Eu tinha pensando em Jornalismo, afinal.
Minha primeira viagem acadêmica (Festival de Cinema)

Eu sempre quis fazer uma federal. Foi mais ou menos que nem a Rory Gilmore, sabe, com aquela história toda de ir pra Harvard.

Só que tem essa prima minha, que se formou na federal há alguns anos, que sempre foi uma grande nuvem escura na minha cabeça o tempo todo. Ela foi a primeira mulher a ir à uma universidade na família e até ano passado, a única a se formar em uma federal. Tudo bem, eu não realmente acredito nesse poder todo que as federais parecem ter. No ano passado, eu daria tudo pra conseguir pagar um dos cursos que citei acima. Mas temos que admitir que aqui na cidade, a federal é a que mais alcança os níveis pedagógicos que se espera de uma instituição de ensino superior. E tem todo o lance do renome e tal. 

Então sim, eu queria ir pra um federal. Mas a famosa insegurança me fez acreditar religiosamente que eu nunca chegaria lá. E eu fiz a pior coisa que poderia ter feito nesse caso. Não tentei.
Quando saíram as notas do ENEM 2016, eu estava muito arrependida de não ter estudado, mais ainda assim, me inscrevi no Sisu. E bem, parece que os dezessete anos que eu passei estudando não foram em vão. Passei. Foi bem feliz, confesso. Fiquei dias vendo vlogs de primeiro dia de aula, de materiais escolares, de looks para a faculdade... E então o primeiro dia de aula chegou, e eu descobri que não sabia de nada mesmo.

Se juntos já causam, imagine juntos (com uma qualidade péssima)

Aqui vai um breve relato dos últimos meses:

Eu não estudo no campi da UFPE, mas em um anexo no Polo Comercial da cidade. Isso é uma grande decepção, pra ser honesta. Meu sonho era ter toda a "experiência universitária", conhecer gente de diversos cursos, comer na cantina com meus amigos e tudo o mais que eu via nos filmes. Eu tive vários devaneios em que eu estava deitada na grama verdinha do campus e chorava por estar extremamente estressada com a minha nova vida de adulta, usado um headphone pelo qual eu escutava Mad World do Tears for Fears. A parte de chorar ainda tá de pé, mas a grama verdinha faz parte apenas do mundo das ideias, infelizmente. Estamos tentando mudar isso(de estudar no anexo), mas não tenho muitas esperanças.
Por causa do primeiro fato, também me decepcionei um pouco com a infraestrutura, mas tudo bem, eu estava esperando demais de uma instituição social brasileira, como eu sempre faço.
Sobre as matérias! Tivemos cinco. Mídia e Cidadania, História da Mídia, Técnicas de Redação, Sociologia da Comunicação e Filosofia. Eu achava que a minha preferida seria História, mas adivinhem a minha surpresa quando descobri que Filosofia seria aquela que me empolgaria mais. E Sociologia, mas essa eu já esperava.

Mídia e Cidadania foi boa. No começo, eu odiava. No meio, passei a me conformar. No fim, gostei. Foi meio prática, apesar de que lemos dois livros (A Ordem do Discurso de Foucault e O que faz o brasil, Brasil? do Roberto DaMatta). 

História da Mídia foi realmente muito boa. Lemos um monte de coisa e escrevemos sobre o que lemos. Basicamente isso. Eu gostei, porque eu amo teoria e o meu comfort place é ler e escrever sobre o que eu estou lendo. Em suma, o professor foi brilhantemente organizado e promoveu um grupo de estudos sobre gênero e sexualidade que me bagunçou mais do que eu já estava bagunçada.

Técnicas de redação me surpreendeu, porque eu gostei muito do conteúdo das aulas e mais ainda do professor. Eu sempre ouvi que os professores da UFPE eram na verdade pesquisadores que odiavam lecionar mas que eram obrigados a fazê-lo, por isso não sabiam bem como ensinar e eram mais tiranos que governadores fascistas. Ai veio esse professor com uma didática incrível. Foi basicamente tudo prática. Aprendemos a escrever pra veículos de comunicação e só. Foi desafiador e fez eu me perguntar se eu realmente quero escrever for a living. Sabe, são muitas forças que agem desde eu escrever alguma coisa até eu lançá-la para o mundo. O último trabalho do semestre foi escrever uma reportagem com um assunto que te interessasse e eu escolhi falar sobre as mulheres na universidade e foi com certeza um dos trabalhos mais difíceis que eu já fiz. Eu passei uma semana me sentindo muito mal depois das informações horríveis que coletei, e até tive que censurar umas partes (porque segundo o professor, eu poderia ser processada por algumas acusações presentes nos depoimentos) mas foi uma experiência muito boa no fim das contas.
Duas fãs de Gilmore Girls (Próxima Primavera) sobrevivendo ao transporte público

Sociologia da Comunicação foi maravilhosa! Estudamos um monte de coisa, mas como sempre, minha parte preferida foram os três porquinhos da Sociologia Clássica (principalmente o vermelho). Infelizmente tivemos muitos feriados pra atrapalhar a frequência das aulas, mas no fim deu tudo certo. Vou sentir falta dessa aula e desse professor.

Filosofia foi também maravilhosa! Eu descobri que gostava de muitas coisas com essa cadeira, o que me fez muito feliz e muito frustrada ao mesmo tempo. Pensei tanto que estava no curso errado e que eu deveria estar estudando um curso teórico que me desanimei por um tempo. Os professores de Filosofia e Sociologia me disseram que eu tinha bons padrões acadêmicos e que eu deveria focar em pesquisas e nas áreas mais teóricas. Com isso, eu conclui que ou deveria mesmo estar fazendo outro curso, ou que posso me destacar na prática porque tenho também teoria (foi o que o meu professor de Filosofia disse quando eu falei que estava quase me desesperando por querer fazer História, mas ao mesmo tempo querer fazer Comunicação e achar que não ia gostar de trabalhar como comunicadora, mas quem sabe? Vai que eu seja a próxima Christiane Amanpour ou sei lá). O problema é que não sei se gosto da prática. Vamos descobrir em quatro anos.

Encontrando versos de Manuel Bandeira na minha odisseia de todos os dias

Pensei que as matérias me consumiriam mais, mas achei todas razoavelmente fáceis e gostei de todas elas. O que mais me incomodou na verdade, foram três coisas: 1. Estudar no Polo e tudo o que isso acarreta(pegar dois ônibus pra ir e voltar todos os dias, sair de casa uma hora e meia antes da aula e chegar em casa uma hora e meia depois, não ter a "experiência universitária" completa e etc); 2. Conhecer novas pessoas que são muito diferentes das "novas pessoas" que eu conhecia na escola e 3. Acho que estou finalmente passando pelo luto da infância.

Eu estou gostando do curso. Realmente. Essas crises existenciais estão aqui porque eu estou aqui, então essas coisas vêm junto. Eu só preciso aprender a lidar com elas.

Preciso parar com as comparações. Todas! Entre pessoas, entre acontecimentos, entre o curso e o ensino médio, entre 2016 e 2017... Eu estou com muita saudade de como minha vida era antes desse negócio todo de ENEM, Sisu, UFPE... No entanto, as mudanças iriam chegar querendo eu ou não. Não sou uma vampira, apesar de me vestir como uma, então não vou ser pra sempre adolescente como o Edward Cullen. Os assustadores 20 vão chegar. E depois 30, 40, 50... Eu tenho que fazer alguma coisa sobre a minha existência até lá.

Por fim, eu espero que no próximo semestre eu esteja mais preparada. Eu quero estudar mais do que fazer qualquer outra coisa. Quero chegar a dezembro com a certeza de que meu cérebro armazenou mais informações do que eu imaginei que poderia. Quero sentir que estou fazendo alguma coisa com as minhas próprias pernas. 
O vento já me levou por tempo demais.
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