7 de novembro de 2017

Um papo furado sobre modéstia e sobre não caber + Uma playlist

Vinte e quatro de outubro de dois mil e dezessete

Estou escrevendo de madrugada como sempre e amanhã (vulgo hoje, mais tarde) eu preciso ir pra faculdade receber um dos piores trabalhos que eu já fiz na vida e um dos melhores. Eu tô nervosa porque essa vai ser a primeira vez que eu tiro uma nota baixa nesse curso (e infelizmente, eu mereço) e porque eu vou provavelmente me sentir a pessoa mais burra do mundo até que eu consiga uma nota boa de novo. E eu sei que eu não sou uma pessoa burra. Eu geralmente tiro sempre notas boas e fico mal às vezes quando tiro *pode levantar as sobrancelhas e me xingar* nove. Isso aconteceu na última semana, inclusive. Tirei nove numa prova que eu sabia que tinha sido fácil e apesar de muitos dos meus amigos não terem conseguido bons resultados, eu me senti muito subestimada e pequena. Com um nove. Um fucking nove.

Então, pensando nisso e em como eu vou me sentir um lixo ambulante amanhã, eu vim aqui falar sobre modéstia e como eu me sinto inteligente mas tenho uma das piores autoestimas intelectuais que você vai ver em uma pessoa.

Primeiro, vamos explicar o problema de ser inteligente mas não confiar na sua inteligência. 

A vida inteira eu sempre escutei que eu era muito precoce e que eu lia livros que normalmente crianças da minha idade não leriam. Eu lia Ana Maria Machado também, eu não era uma daquelas meninas citadas em jornal por ter lido todos os tratados filosóficos que se tem pra ler aos oito anos. Mas eu lia os clássicos, eu sabia escrever, já referenciava bem... Eu tinha uma ótima educação e por isso, me acostumei a nunca tirar nove.

Então eu sempre soube que era alguém inteligente, e por não acreditar em talento ou ideias inatas, eu pensava que essa era uma questão que não dependia de ser modesto ou não, era apenas fato: Eu tive uma boa formação pedagógica e fui estimulada a estudar e consumir cultura e diversidade de informação, logo eu sou inteligente. Sendo assim, sempre achei esquisito que as pessoas fiquem chateadas quando alguém se assume bom em alguma coisa. Ora, qual é o problema de saber que canta bem ou que é bonito ou que é inteligente? Mas já que por convenção nós decidimos que essa é uma questão de humildade, eu acabei entrando nessa paranoia ridícula também (mais pela manutenção de uma  harmonia social do que por qualquer outra coisa) e desde que eu tinha uns 15 anos, eu não sou mais inteligente. Se alguém me diz isso, eu nego com toda veemência do mundo. E no fundo, eu sei que eu sou, mas vai que as pessoas me odeiem só porque eu gosto de algo sobre mim?

Mas voltando à problemática anterior, se sentir inteligente, pra mim, nunca teve muito a ver com ser capaz de produzir coisas boas. Falo criativamente, sabe? Eu sei que tenho referências o bastante pra escrever uma boa resenha ou um bom trabalho acadêmico em geral, mas eu não acho que vou além disso. Em parte porque eu não tento e em parte porque eu acho que, na verdade, todas as minhas referências servem não para me ajudar, mas para me influenciar demasiadamente.

Eu só queria criar algo que não parecesse com nada e ainda assim ficasse bom. Não queria que me comparassem a nenhum grande autor (por mais alto que esse elogio seja), queria só que fosse eu. Uma materialização simples de mim mesma e ponto.


E por mais que eu saiba, na minha mente, que se eu tentar muito eu vou eventualmente conseguir isso, eu prefiro não tentar e descobrir que eu não era capaz mesmo. Pode ser que eu já tenha criado algo bom também, mas sabe aquilo de não conseguir ter orgulho do que vem de você? Pois é. 

Semana passada, minha prima veio aqui em casa. Eu tenho três primas próximas, o que é engraçado, porque todas são muito distantes de mim. Mas enfim, a que veio me visitar, passou horas e horas falando sobre como ela imaginava a vida dela daqui uns dez anos. Basicamente tudo que eu não quero. Não porque eu despreze ou algo parecido, mas apenas porque é diferente de mim e de como eu fui criada pra ver o mundo. Quando ela foi embora, eu só conseguia pensar em quão longe eu estou de conseguir realizar minhas aspirações. E é muito péssimo que a visita dessas primas me deixe tão nostálgica e frustrada.

Minha frustração não é sobre achar que a vida delas é horrível, mas por achar que todas nasceram onde cabiam e eu não, mas estou fadada a viver a mesma vida. Estudar o que der dinheiro, ter alguns lazeres singelos em detenção do lugar onde mora, ir à igreja, casar, ter filhos, morrer. A jornada do herói brasileiro, sem muitas alterações. O que eu espero que não aconteça comigo.

E por mais narcisista que isso pareça ser, eu acho que toda a imensidade desse lugar ainda é muito pequena pra mim. E tudo bem que esse mundo todo não vai ser meu, como eu sonhava quando criança, mas a gente sempre consegue achar o nosso próprio mundo dentro das nossas possibilidades. E eu não acho que o meu está nesse país e nem perto dessas pessoas. Eu amo esse lugar e eu amo quem eu tenho aqui. Sempre disse que nunca tive nada em objeto que eu me importasse tanto a ponto de não querer perder nunca, mas se uma dessas pessoas fica triste, eu quero levá-las pra a fábrica do Willy Wonka, pra Neverland, sei lá. Mas mesmo assim, eu não consigo me sentir em casa. Parece que tem um outro mundo me esperando atrás das portas do meu guarda-roupa.

Eu não queria liberdade, nem nenhuma outra ilusão. Eu só queria uma travessia que me parecesse valer a pena. Um bom trabalho onde eu pudesse exercer minhas capacidades acadêmicas, um lugar que eu achasse bonito e seguro e uma situação estável com as pessoas a minha volta. Não é muito, não é como eu imaginava minha vida aos doze anos, mas é o que eu posso conseguir se eu trabalhar o suficiente.

Minha vida não é aqui e parece que ela tá em hold esperando apenas que eu a comece finalmente.

Eu fui criada nesse país e nessa cultura e eu gosto de tudo isso, senti falta de tudo isso quando estive longe, mas não é quem eu sou. Não quero criar nenhum filho aqui (se algum dia, eu tiver herdeiros rs), não quero viver aqui, não quero morrer aqui. Quero sentir de novo que sou um pedaço do mundo pra as outras pessoas. Então, assim que der, vou bancar a Barbie mosqueteira and make my own way. Talvez pra a Romênia, Espanha, El Dorado, Nárnia... Onde quer que eu ache sossego emocional e aventura criativa. E se um dia eu quiser voltar e me achar completa nesse lugar, ótimo.

A vida é pra a gente tentar descobrir o sexo dos anjos mesmo.

E como sempre nos papos furados, uma playlist das minhas músicas preferidas do momento. Tem música clássica latina, brasileira folclórica e Hanson nessa lista tá, me desculpem.

* O próximo post vai ser finalmente sobre o resultado das maratonas de Halloween e meu flop nas últimas semanas e tentativa de recompensar isso nos primeiros dias de novembro ashuahua Enfim, até lá :) *

21 de outubro de 2017

But the sky's gonna hurt when it falls, so you better start building some walls

Lembram do Thomas? Então, eu achei uma Helena, mas dessa vez, escrita nos moldes contemporâneos, no meu computador. Acho, não tenho certeza, que Helena e Thomas foram pensados na mesma época e provavelmente no mesmo universo. De qualquer forma, esses são escritos de algum tempo, que estão me fazendo lembrar de quem eu era há alguns verões atrás (E eles foram escritos de maneira muito aleatória, e muito desconexa *Então relevem que tá meio confuso e meio pointless, mas eu queria guardar aqui antes que eu exclua por coisas "mais importantes"* Esse texto começou em 2015, só que eu escrevi pedaços dele até os primeiros meses desse ano, uma vez que era meio como uma página onde eu despejava qualquer coisa que viesse à mente. Muito do que escrevi diz mais respeito a mim do que a Helena, apesar de ela ser uma personagem bastante autobiográfica). 
Eu meio que me sinto como o personagem que o Luiz Fernando Carvalho projetou no Dom Casmurro (na minissérie Capitu de 2008), alguém que tem tem tanta saudade de si mesmo, a ponto de materializar. E é isso que eu ando fazendo em 2017. 
Só pra finalizar esse """prefácio""", eu acho que essa foi a primeira personagem assexual que escrevi. Lembro de um desses dias péssimos em que eu estava me sentindo meio esquisita, e fui, numa tentativa desesperada de me aliviar, assistir Glee pela milésima vez. Ai tem um episódio onde o Kurt reclama ao pai que não existem personagens principais gays nos musicais da Broadway, e então o pai dele diz uma coisa que me inspirou a criar a Helena, que se não existem protagonistas que te representem, escreva-os.

Quero que olhe pra mim quando diz que não amo. Olhe de verdade e tente ver se enxerga só pele ou poeira cósmica. Veja se há um ser humano.
Preciso que imagine como é ser eu. Mas não me encare, ou eu me sinto pequena. E hoje estou tão grande que meus pés não cabem na cama.
Deve ser porque não sorrio tanto. Ou porque não toco você. O que eu preciso fazer pra você ver que eu também amo?
Se eu te disser que amo muitas coisas, minha casa, meus livros, minha Polaroide, a rua que dá para a antiga escola onde estudei...Você acredita ou vai achar que eu ainda preciso tomar Nescau toda manhã? O que eu tenho que amar para parecer uma mulher? 

Você me faz sentir pequena. E hoje estou tão grande que meus pés não cabem na cama.

Meu amor precisa escorrer pelos meus dedos ou escapulir pela minha boca para que você aceite isso? É algo tão maior e mais complexo que eu que não consigo alcançar com as minhas próprias mãos e nem racionalizar com a minha finitude falha e adolescente. Me pergunto então como você consegue. 
E quando eu preciso abraçar minha gata, que nesse momento está me olhando pela fresta da janela, porque a acho tão preciosa quanto uma parte vital do meu corpo, será que isso é amor ou devo chamar de outra coisa? Quando simplesmente não consigo parar de olhar pra o teto quando releio pela milésima vez as minhas páginas preferidas do Machado de Assis(Ou será que eu devo ler Shakespeare para poder amar?)?

Isso vem e vai de maneiras não previstas. O amor que eu esperei e que você me fez almejar, vem todos os dias com um traje que não reconheço. À noite com a tradição da minha irmã de não dormir sem antes dizer "Até mais tarde" e demandar uma resposta. No início da tarde, quando minha mãe me acompanha até a porta e exige que eu a peça a benção. Você acha que isso é amor ou ainda não há um nome pra isso?
E então se eu te falar que amo a mim mesma, será que está tudo bem? Eu realmente preciso dar amor para você, ou té-lo em minha carne, para que eu seja amor também? E se eu amar minhas curvas, meus cabelos, minhas sobrancelhas mal-feitas, meu ronco quando rio muito, meu choro quando estou feliz demais?

É esquisito como a vida inteira eu imaginei como era ser amada. O caso é que eu já nasci amada. E amor é isso mesmo, venha e seja de quem for. O amor que a gente espera às vezes sempre esteve lá. 
E apesar de nós o escutarmos diferente nas músicas românticas, a vida não pode se limitar em algo que te foi dado através de uma telinha de TV. Que droga que até o amor é soterrado nesse desespero por lucro. Mas você não acredita nisso. 
Você ri e me faz sentir pequena. E hoje estou tão grande que meus pés não cabem na cama. 
Eu decidi então construir um muro. Um bem forte, que nem aquele que a União Soviética pôs bem no meio da Alemanha. Construí bem lenta e atenciosamente. Pensei que estivesse segura. Mas o amor passa até pelas menores frestas e nisso você acredita. 
O muro desabou e fui à ruína junto. Mas eu precisava disso, no final das contas. Quando o céu desaba sobre a gente é quase sempre o único momento em que a gente o nota, mesmo ele estando em cima da nossa cabeça a vida toda.

Quer saber? agora não posso lidar com isso. Nem com seu clamor e nem com a minha dúvida.
Eu não quero viver mil vidas até descobrir qual é a minha, nem me forçar a ser você, até que, enfim, cansada, decida ser eu. Nesse ínterim, já roí todas as minhas unhas e estou quase fazendo os dedos sangrarem. 
Há uma infinidade de possibilidades entre a gente. Eu não consigo e nem quero conhecer todas elas. Você me faz sentir insuficiente e eu não preciso de ajuda pra me pôr pra baixo. 
Não preciso entender o motivo da sua existência. Então por que você insiste em questionar o motivo da minha? Eu preciso de um aval seu para não desperdiçar minha essência?

Não tenho que te dar o que você não consegue dar a si mesmo. Eu nasci ontem, mas a vida já parece tão doída que não aguento te carregar nas costas. O que eu fui para você, você não precisa. Mas desde que eu entrei naquele ônibus que me levou até a gente, eu nunca necessitei tanto de mim mesma. 
Sabe, eu ainda não voltei pra casa, mas quando chegar lá, no fim dessa maldita odisseia, vou desligar as luzes e sentar comigo mesma no escuro. Perguntar por onde andei e dizer que senti saudades. Me segurar com força para que eu não desate a me perder por ai de novo. Dizer que me amo porque dessa vez eu preciso ouvir. Que tal ver Clueless ou Mean Girls? Eu preparo um brigadeiro, se você ficar. Tudo bem, jovens fazem besteira mesmo.

Mas não me diga que eu não posso amar, porque me sinto pequena.
E hoje estou tão grande que meus pés não cabem na cama.

Amanhã (em quatro minutos) começa a SCREAMathon! Boa sorte pra quem vai participar (incluindo eu rs)!

13 de outubro de 2017

Dez livros amorzíneos pra quem não curte o mês do terror Feat. Thâmara (minha irmã)

Estamos no mês do horror (numa sexta-feira 13 maravilhosa) e, como eu falei no último post, eu estou participando de três maratonas de Halloween. Estou muito animada porque estamos no dia 13 e eu já estou indo MUITO bem! Mas já que nem todo mundo curte a vibe spooky de Halloween, o post de hoje é mais romântico. 
Já faz um tempão que eu não fiz listas, ou talvez eu nunca tenha feito listas, mas hoje eu senti vontade de fazer. Eu quero voltar a ler romances, porque eu gosto muito apesar de ser ariana (piadinha com signo, sendo que eu nem sei nada de signo é comigo mesmo, folks), então vim relembrar alguns dos meus preferidos aqui com vocês. Eu infelizmente acabei de perceber que não tem nenhum nacional na lista D: (e também não tem Shakespeare D: ) Mas se vocês quiserem dicas de nacionais, aqui vão algumas: Sal, Leticia Wierszchowski; Lucíola e Senhora, José de Alencar; A Mão e a Luva, Machado de Assis; Queria ver você feliz, Adriana Falcão; e A Cama, Lygia Bojunga.
Razão e Sentimento, Jane Austen 
Esse é, até o presente momento, meu livro preferido da Austen. Eu sei que Orgulho & Preconceito é o romance do milênio, mas acreditem se quiser, eu prefiro o Mr. Edward Ferrars e o Coronel Brandon ao Mr. Darcy hahaha Fora que Razão e Sentimento tem não só uma estória de amor, mas duas, já que ela conta as aventuras amorosas das duas irmãs Dashwood, Marianne e Elinor. Eu amo as duas e tenho muito das duas, mas acho que sou mais a Elinor (até porque, pra mim, ela conseguiu o melhor partido). 
Jane Eyre, Charlotte Brontë
Esse é o livro preferido da minha irmã, mas ainda não é featuring dela ashuahua
Foi um dos melhores livros que eu li ano passado e com certeza, o casal clássico que eu mais shippei na vida, vocês sabem disso porque no Wrap up de fim de ano eu falei dele. Eu amo o estilo das irmãs Brontë, que diferente do mundo meio provinciano da Austen, onde as mocinhas estão em busca de um tipo de subversão, traz umas narrativas meio obscuras, com casais não-perfeitos. Me pergunto o que diria Mr. Fitzwilliam Darcy se encontrasse o Mr. Rochester em alguma ocasião. Um encontro entre o homem perfeito da era regencial e o mocinho problemático da era vitoriana. Não que isso fosse possível, até porque eles não existem. Enfim! um dos primeiros livros feministas, meninas :')
A tulipa negra, Alexandre Dumas
Vocês sabem que eu sou completamente apaixonada por romances franceses e que eu venero os Dumas (pai e filho), né? Eu quis indicar esse livro porque eu já falei de todos os outros e esse é realmente o meu livro preferido (talvez disputando com O Máscara de Ferro) do Dumas pai até agora. Li em poucas horas e reli um dia depois hahaha Fiz todas as minhas amigas lerem também. Ah! No último diário de leituras, eu falei de A Dama das Camélias (criação do Dumas filho), que é um dos livros mais românticos desse planeta azul e que se parece demais com o próximo que vou indicar :)
Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco
Esse é conhecido por ser incrivelmente triste. É uma tragédia romântica portuguesa maravilhosa. A típica história do amor proibido, sem mais nem menos. Mas é um clássico que eu amei muito ler na minha época da escola e que me deixou apaixonada pela escrita desse carinha ai. 
Cyrano de Bergerac, Edmond Rostand
Quem não conhece as peripécias do poeta com o nariz mais feio da França? hahaha Eu amo demais esse livro, sério! Tem uma releitura do Pedro Bandeira que todo leitor que começou o hábito quando criança já leu, A Marca de uma Lágrima, um clássico da literatura juvenil nacional. De todo modo, Cyrano foi uma leitura que me destruiu e o final é o mais frustrante da história dos livros impressos! Mas eu recomendo fortemente.
Eu fui a melhor amiga de Jane Austen, Cora Harrison
Se você gosta de romances históricos e é fã da Austen, esse livro vai ser perfeito! Na verdade, ele é perfeito de qualquer jeito. Eu reli ele mais vezes do que posso contar e é um dos meus contemporâneos favoritos. O negócio é o seguinte, a Cora Harrison fez uma pesquisa intensa da vida da escritora romântica preferida de todos os tempos e escreveu uma ficção maravilhosa onde a prima da Austen, Jenny, se apaixona pelo Capitão Thomas Williams (a Cora conseguiu capturar a essência de todos os mocinhos Austenianos de maneira perfeita). Esse livro revela uma parte muito interessante da adolescência da Jane Austen e fala também um pouquinho do romance dela com o Tom Lefroy. Lembrando que alguns fatos e personagens são reais, outros não.
Lola e o Garoto da casa ao lado, Stephanie Perkins
Esse aqui (e os dois próximos da lista) é bem diferente dos que indiquei antes. É um Y.A. muito simples e levinho, não tem tragédia nenhuma, pelo contrário, é até muito bem humorado. Esse livro é famoso, tava bem hypado há uns anos atrás. Eu amo a escrita da Perkins e esse é o melhor livro que eu li dela. Gosto muito de como ela construiu os gêmeos Bell.
Como ser popular, Meg Cabot
Eu sou apaixonada pela versão juvenil da Cabot! Li a série da Princesa Mia Thermopolis quase toda e gosto muito dos solos dela também. Como ser popular é o meu preferido, mas ele é meio impopular né hahaha muita gente não gostou desse livro com o motivo que era muito besta, sei lá. Eu achei bem filminho Disney, a cara da Demi Lovato em 2009, mas eu também adoro esse tipo de coisa, então. Sendo bem sincera, esse é provavelmente o mais fraquinho dessa lista, mas às vezes a gente precisa  "desbaratinar", como diz minha mãe, certo?
Soul Love, Lynda Waterhouse
Esse é muito curtinho e o romance meio que acontece muito rápido, mas estranhamente isso não me incomodou. Conta a estória da Jenna, que se muda pra uma cidadezinha pequena depois de um problema na escola e lá conhece o músico folk Gabe, por quem se apaixona loucamente. Gosto desse livro pela representatividade, foi um dos únicos contemporâneos que li a falar sobre um assunto tão sério quanto o que Soul Love trata, que eu não posso dizer qual é, porque é a surpresinha do livro. Fora que gosto muito da vibe que ele tem, me faz lembra um negócio meio Wicca, não sei porquê.

*E agora a nossa participação especial já que faz séculos que eu li romance e ela lê mais esse gênero do que eu, ladies and gentlemen, Thâmara (indicando um livro que eu não li, então se for ruim, culpem ela)!*
A solidão dos números primos, José J. C. Serra e Paolo Giordano
Esse é um dos meus romances preferidos e eu o adorei principalmente por causa dos protagonistas e o quão reais são eles. Eles sentem de verdade, igual a gente. Paolo Giordano não recriou Romeu e Julieta na sua Itália contemporânea, não há esse amor ideal no livro e isso é muito especial.


Feliz dia das crianças atrasado, peeps! Pra todos os gerascofóbicos que ficaram meio triggered com o dia de ontem, I get you rs

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